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Campanha agrícola 2017-2018: Previsão de muitas chuvas para Cabo Verde 30 Junho 2017

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) prevê muitas chuvas para Cabo Verde este ano. O anuncio está a aumentar a esperança dos homens do campo quanto à possibilidade de umas boas «azaguas» em 2017. A pensar nisso, está a decorrer na Capital a campanha agrícola 2017-2018, promovida no contexto do dispositivo regional de prevenção e gestão das crises alimentares (PREGEC) no Sahel e na África Ocidental.

Campanha agrícola 2017-2018: Previsão de muitas chuvas  para Cabo Verde

Cabo Verde pode conhecer um bom ano agrícola este ano. As previsões pluviométricas para 2017 indicam chuvas dentro da média ou acima da média para o país, o que cria nos agricultores “esperança” para uma “boa” campanha agrícola e, por outro lado, “preocupações” nos outros sectores, sublinhou Antonino Pereira do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica.

Este técnico do INMG fez estas considerações à imprensa hoje(29), na Cidade da Praia, à margem da reunião de preparação para a época das chuvas, promovida pelo Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros. “Todos os modelos globais da sub-região de previsões das chuvas reproduzem situações de chuvas médias (normais) ou acima da média (excendentárias) para Cabo Verde. Podemos dizer acima da média, ou acima do normal, ou ainda excedentária”, anunciou.

Tendo em conta esta situação, Antonino Pereira alerta que esta notícia poderá trazer aos agricultores nacionais “muita esperança” para uma “boa campanha agrícola”, ao mesmo tempo que carrega consigo também “preocupações” para outros sectores de actividades, nomeadamente os de saúde, construção civil, pescas, turismo, de entre outros.

Neste sentido, apelou aos serviços de Protecção Civil e Bombeiros e às delegações nos diferentes munícipes, as câmaras municipais e à sociedade civil a estarem atentas para eventuais situações “menos agradáveis”, que podem acontecer durante o período das chuvas que se avizinha.

“Caso viermos a ter chuvas em abundância, é muito provável que venha surgir surtos de Paludismos ou Dengue que já tinham acorrido no país”, disse, avisando que as autoridades precisam de estar alertas frente a esta situação.

Nova campanha agrícola

A pensar nisso, está a decorrer na Capital a campanha agrícola 2017-2018, promovida no contexto do dispositivo regional de prevenção e gestão das crises alimentares (PREGEC) no Sahel e África Ocidental. A abertura do encontro foi presidido pelo ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, e está a servir para debater a frequência das crises alimentares e nutricionais que tem sido uma preocupação constante na região do Sahel e da África Ocidental.

Para os promotores da iniciativa, as causas subjacentes a estas crises prendem-se com os efeitos conjugados do crescimento demográfico, da pobreza, das oscilações e disfuncionamento dos mercados, das variações climáticas, etc. consideram que esta realidade motivou, dentre outras ações, a implementação do dispositivo regional de prevenção e gestão das crises alimentares, enquanto instrumento de seguimento, análise e avaliação permanente da situação alimentar e nutricional. Implementado pelo CILSS e seus parceiros técnicos e financeiros, o dispositivo promove espaços de concertação regulares permitindo agir na prevenção das crises alimentares na região do Sahel e da África Ocidental.

A reunião da Praia desta semana constitui a primeira organizada para discutir a campanha agrícola 2017/2018, prestes a começar, pelo que o encontro incidirá essencialmente na análise das previsões climatológicas e hidrológicas estabelecidas para a campanha agro-pastoril para os países costeiros do Golfe da Guiné e do Sahel. Servirá igualmente para a atualização das informações sobre a situação alimentar e nutricional das populações no inicio da campanha e estabelecerá os planos de intervenção de forma a facilitar e a reforçar o dispositivo de seguimento da campanha agro-pastoril 2017/2018 e a segurança alimentar e nutricional na região.

Conforme a organização, o encontro conta com a participação dos experts do CILSS, dos representantes dos organismos internacionais e regionais, (FAO, OMM, CSAO, FEWS NET, ACMAD) das organizações intergovernamentais, (UEMOA, CEDEAO/ARAA) parceiros técnicos e financeiros, (USAID, UE), organizações humanitárias (ECHO, PAM, OCHA, OFDA/USAID) ONG´S (OXFAM GB, Save the Children, CRS etç e representantes dos sistemas de informação de segurança alimentar e nutricional e alerta precoce nacionais.

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