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Campeonato nacional de futebol: Ultramarina pede nulidade e arquivamento do processo instaurado pela FCF 10 Julho 2017

A direcção do Futebol Clube Ultramarina, São Nicolau, acaba de contestar o processo a que foi instaurado pela Federação Cabo-verdiana de Futebol sobre a não realização do jogo da primeira mão das meias-finais e pede a sua nulidade e arquivamento.

Campeonato nacional de futebol: Ultramarina pede nulidade e arquivamento do processo instaurado pela FCF

Segundo a Inforpress, o FC Ultramarina fundamenta que não houve qualquer deliberação do Conselho de Disciplina como órgão colectivo, por entender que a presidente deste órgão foi quem, sozinha, instauração o processo disciplinar em causa.

Cumprindo o “time” estipulado para recorrer do procedimento instaurado no imbróglio do embate que não se chegou a ser disputado ante o Mindelense, cita o artigo 8º do regulamento federativo para ressalvar que ” responsabilidade da organização dos jogos é única e exclusiva da FCF”.

“Atribuir uma responsabilidade à Ultramarina, que não lhe compete, ou melhor dizendo, que não está no âmbito das suas tarefas desportivas, é tentar “sacudir a água do capote” e atirar as culpas a quem não é devido, com efeito”, lê-se nesta contestação cita pela agência cabo-verdiana de notícias.

A mesma equipa culpa a FCF pela chegada faseada do Mindelense a São Nicolau, alegando que não se programou devidamente a viagem, mas que o clube caseiro “fez tudo para jogar, inclusive permitiu o adiamento da data inicialmente marcada, e que mesmo sem dispensa de alguns jogadores compareceu a meio de semana com o mínimo de jogadores permitidos pela FIFA”.

Os advogados da formação de São Nicolau, Armindo Soares Gomes e Samira Soares, querem que “sejam solicitados relatórios escritos ao Binter e a TACV sobre as ligações São Vicente/Praia/São Nicolau e São Vicente/Sal/São Nicolau nas datas constantes dos voos apontados na acusação, e responsabilidade dessas companhias aéreas ou de terceiros nesse processo.

Nesta defesa, o Ultramarina “mostra-se indignada com o peso das acusações que sobre ela impendem” e define-se como uma “equipa séria2, que sempre cumpriu as regras vigentes dos regulamentos da Associação Regional de Futebol de São Nicolau, e da FCF, “com empenho, esforço, dedicação e amor ao futebol”.

De entre outros argumentos, alega que a Câmara Municipal, enquanto proprietária do Estádio Orlando Rodrigues, não foi notificada desse jogo.

Refira-se no jogo da segunda mão, entretanto efectuada sem que a primeira tivesse sido realizada, o Futebol Clube Ultramarina venceu o Mindelense, em São Vicente, por 0-2.

A primeira mão das meias-finais foi adiada pela FCF em uma semana, para o dia 15, para que a segunda mão da final fosse disputada a 22 do corrente no Estádio da Várzea, lembra a Inforpress.

É que salientar que o Sporting da Praia já tem o seu lugar assegurado na final da edição 2017/18, ao eliminar a Académica do Porto Novo com vitória por 1-0 na Várzea, após empate a uma bola em Santo Antão.

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