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Carta aberta ao Governo sobre a Electra à deriva 20 Fevereiro 2018

Nomeou-se um novo Conselho da Administração da Empresa e, a menos de um ano, é retirado o Presidente para ascender a um Ministério, que por sinal titula a Empresa. Agora pergunto: Podemos considerar a Electra uma Empresa à deriva? Isto porque ninguém sabe mais o que se passa na Empresa, se vamos para frente, se estamos parados e que futuro nos espera.

Por: Efrem Soares (trabalhador da Electra)

Carta aberta ao Governo sobre a Electra à deriva

Sua Excelência Sr. Primeiro-Ministro da República de Cabo Verde, Doutor Ulisses Correia e Silva,
Eu, Efrem Soares, Cidadão deste País e funcionário da Electra Norte, estou preocupado com tudo que diz respeito à Nação no geral e a minha Empresa, em particular.

Gostaria de perguntar, para entender, quais as pretensões do Governo para com a Electra.

É sabido que a Electra é uma Empresa deficitária, mas houve tempo em que podia ser considerada falida.

Sabe-se também que, 5 anos atrás, deu sinais de sair do buraco, nos comandos do doutor Alexandre Fontes, e acredito que é unânime, na Empresa, o reconhecimento do trabalho que Ele fez.

Nomeou-se um novo Conselho da Administração da Empresa e, a menos de um ano, é retirado o Presidente para ascender a um Ministério, que por sinal titula a Empresa.

Agora pergunto: Podemos considerar a Electra uma Empresa à deriva? Isto porque ninguém sabe mais o que se passa na Empresa, se vamos para frente, se estamos parados e que futuro nos espera.

Não vou entrar em detalhes, por agora, mas peço a sua Excelência que consulte, no jornal a semana, e de certeza que lembrará das considerações, “denúncias” que fizemos sobre o estado da Empresa de 2011 a esta parte, e saberá tirar as próprias conclusões da evolução da Empresa, no decorrer desse tempo.

Estamos ansioso, Sr. Primeiro-ministro, porque não queremos regredir ao tempo que consideramos passado, apesar de termos a plena consciência de faltar muita coisa por fazer, para chegarmos ao patamar preconizado.

Desejamos que as medidas a serem tomadas venham para sairmos de vez do buraco, porque já passamos por vários estudos, divisões e mudanças de título, que até nos dão frio na barriga ouvir falar de novas mudanças. Mas se é preciso mudanças para melhor que venham, que de certeza serão apoiadas pelos trabalhadores e por todos Cabo-verdianos e Cabo-verdianas. A ver vamos!
Queremos estar sobre quatro rodas e com um volante. Porque não somos coxos. Aguardando melhores dias, subscrevemo-nos respeitosamente, Efrem Soares.

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