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Caso "Djeu" de Santa Maria: Polícia Marítima diz que não admite mais ocupações 10 Agosto 2015

O chefe da Esquadra da Polícia Marítima da Cidade da Praia, Faustino Sanches, garante que “a força” será usada em caso de necessidade para a reposição da ordem e salvaguarda dos interesses do Estado no processo do “Djeu”. Lembrando que o local está dentro do domínio marítimo e portuário, portanto sob jurisdição da Agência Marítima e Portuária (AMP), qualquer actividade tem que ter a autorização da capitania dos Portos, Sanches advertiu que a polícia não vai admitir mais ocupações abusivas do espaço. E vai estar de prevenção. O problema é que o movimento “Korrenti di Ativista” promete voltar para mais ocupações.

Caso

O chefe da Esquadra da Polícia Marítima da Praia, Faustino Sanches, lembra que a instituição que representa “tem poderes para fazer a reposição e manutenção da ordem no domínio público”. Pelo que garante que as autoridades não vão admitir mais “ocupações abusivas” do “Djeu”.

Segundo esse responsável, a polícia teve desde a primeira hora uma atitude de sensibilização para com os manifestantes mas, diz que “a força” será usada em caso de necessidade, para a reposição da ordem e salvaguarda dos interesses do Estado. Lembrou ainda que o movimento “Korrenti di Ativista” ocupou o “Djeu” desde segunda-feira, 03 de Agosto, sem autorização da Capitania dos Portos. “É preciso que se respeite a Lei das Reivindicações e que se cumpra os trâmites legais”, adverte Sanches reforçando que a Polícia Marítima vai estar de prevenção.

O movimento “Korrenti di Ativista”, depois de uma ocupação de cinco dias, abandonou o local desde a última sexta-feira, conforme ultimato da Polícia Marítima, mas o porta-voz do grupo, João José, garante que a luta continua e promete que vão voltar a invadir o "Djeu" ou, em caso de serem barrados, ocupar um outro espaço público da Cidade da Praia em sinal de protesto contra o empreendimento turístico a ser construído ali. Entretanto, reconhecem a autoridade da polícia marítima sob o espaço e reafirmam a intenção de não entrar em confronto directo com as autoridades.

Esta “Korrenti di Ativista” diz que está a lutar pela preservação do Património Histórico-Cultural do local. Temem os “efeitos sociais perversos" que esse investimento chinês - o maior alguma vez realizado em Cabo Verde - possa trazer para o Djeu, como a prostituição e tráfico de droga.

Sanny Fonseca

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