POLÍTICA

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Situação crítica da TACV: PAICV desafia o Governo a esclarecer os meandros do acordo assinado com a Icelendair 16 Setembro 2017

O PAICV quer entender a forma como foi negociada a relação entre a companhia aérea TACV e a empresa islandesa Icelendair. Em causa, como diz o Secretário-geral do partido, Julião Varela, está uma grande contradição entre os anúncios efectuados aquando da assinatura do acordo e a situação actual da empresa. É que a transportadora da Bandeira em vias de ser privatizada não consegue dar vazão à demanda dos passageiros de rotas internacionais, por causa da sua incapacidade de repor de imediato os voos cancelados e que têm originado vários protestos no país e junto da comunidade cabo-verdiana no estrangeiro.

Situação crítica da TACV: PAICV desafia o Governo a esclarecer os meandros do acordo assinado com a Icelendair

“Este Governo do MpD não trouxe nenhuma solução para os TACV. Apesar do forte compromisso eleitoral do Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, de que tinha pronta a solução e que as contas já estavam feitas, verificamos hoje, passado 18 meses, que a única medida que tomou foi substituir o Presidente do Conselho de Administração anterior e iniciar um processo de liquidação lenta da Empresa” alerta Julião Varela.

O dirigente do maior partido da oposição informa que os resultados da gestão do novo CA mostram que há “acumulação de prejuízos, injecção de centenas de milhares de contos dos contribuintes, gestão defeituosa de frotas levando a paralisação de aparelhos em plena época alta por falta de manutenção a tempo e hora e em períodos menos críticos, manifestações diárias de passageiros a porta da empresa em Mindelo, Praia e na diáspora, sem qualquer perspectiva de solução”.

Por isso, Varela reitera que a situação é muito preocupante e o ambiente produtivo e clima laboral na empresa hoje é de longe muito pior do que em Março de 2016 e, para agravar, “rodeada de incertezas”.

“Nunca na história dos TACV tinha acontecido o que se verifica agora. É inédito. Há uma manifestação clara de incapacidade do governo e do CA na gestão desse dossier” garante.

Julião Varela faz questão de referir que o contrato com a Icelandair Group revela um conteúdo totalmente desconhecido pelos Cabo-verdianos. “Não há até agora quaisquer resultados do mesmo e apenas se sabe que já foram pagos 100 mil euros iniciais pela assinatura do contrato, 180 mil euros correspondente a gestão dos dois primeiros meses de contrato”, frisa.

Por fim, o Secretário-geral do PAICV realça que é importante falar a verdade aos cabo-verdianos e defender que o Primeiro-ministro é sim gestor principal de todas as empresas do estado e/ou maioritariamente participadas pelo estado, porque compete a ele, enquanto chefe do Governo, escolher as administrações. “Se tiverem resultados ele colhe os louros, mas também deve aceitar ser responsabilizado quando as coisas correm mal” conclui Julião Varela.

Hélio Robalo

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