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Caso TACV: UNTC-CS quer sindicatos nas negociações com trabalhadores 23 Novembro 2017

O caso TACV volta à ribalta com a secretária-geral da maior central sindical cabo-verdiana (UNTCS), Joaquina Almeida, a exigir, hoje,22, ao Governo o envolvimento dos sindicatos nas negociações com os trabalhadores que serão despedidos no âmbito da reestruturação da companhia aérea de bandeira.

Caso TACV: UNTC-CS quer sindicatos nas negociações com trabalhadores

"Exigimos, em nome do diálogo, da concertação e da paz social que deve prevalecer entre os parceiros sociais, que o Governo chame e envolva os sindicatos de modo a poder garantir direitos, transparência, rigor e isenção e, acima de tudo, tranquilidade no processo de privatização", disse a líder da maior central sindical nacional citada pela Lusa,

A dirigente da UNTE-CS falava hoje em conferência de imprensa, na cidade da Praia, depois de, na terça-feira, ter estado reunida com um grupo de trabalhadores da TACV, que uma vez mais se queixaram de falta de informação e diálogo.

A companhia aérea pública cabo-verdiana está em processo de reestruturação com vista à sua privatização, tendo o Governo assinado com o grupo islandês Icelandair um contrato de gestão da empresa pelo período de um ano.

A reestruturação deverá implicar o despedimento de mais de 260 trabalhadores, cerca de metade do total, que se têm queixado recorrentemente da falta de diálogo e de informações sobre o futuro.

Joaquina Almeida adiantou hoje que o Governo, que em setembro publicou o decreto de privatização da companhia, atribuiu a gestão do processo à Unidade de Acompanhamento do Setor Empresarial do Estado sem envolvimento dos sindicatos.

A líder sindical considerou ainda que o negócio com a Icelandair "está envolto em secretismo" sem que haja garantias de que continue após o final do contrato de gestão.

"Esse negócio tem um impacto devastador para toda a sociedade cabo-verdiana e, particularmente, para os mais de 200 trabalhadores, com consequências nos seus direitos adquiridos, bem como no bem-estar e estabilidade das respetivas famílias" num total estimado de cerca de mil pessoas, disse.

Segundo Joaquina Almeida, os trabalhadores vivem num "quadro de stresse e angústia generalizado", provocado pela falta de informação, perspetiva de desemprego, incerteza quanto ao futuro, abandono, dúvidas quanto aos critérios de despedimento e ao pagamento das indemnizações.

"Desde maio, momento do anúncio de reestruturação da TACV, os trabalhadores têm vivido momentos de incerteza e insegurança", disse, adiantando que a central sindical está solidária e defenderá os trabalhadores neste processo.

O Governo cabo-verdiano contraiu em outubro um empréstimo de 13,5 milhões de euros junto do Banco Negócios Internacional Europa, destinado a indemnizar os trabalhadores da companhia aérea TACV.

Na reestruturação com vista à sua privatização, o Governo assinou com o grupo islandês Icelandair um contrato de gestão da empresa pelo período de um ano.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a empresa assegura agora apenas as ligações internacionais depois de o Governo ter negociado com a Binter Cabo Verde o exclusivo das ligações no mercado doméstico, empresa na qual entrou com 49% do capital. C/Lusa

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