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Caso de Cibercriminalidade: Decorre primeiro julgamento na Praia 16 Janeiro 2018

Decorre desde ontem, segunda-feira, 15, no Tribunal da Comarca da Praia, o julgamento do caso de crimes relativas ao domínio do cibercrime e da recolha de prova em suporte electrónico. Trata-se do primeiro processo na referida area a ser julgado em Cabo Verde, com base na Lei nº 8/IX/2017, que foi aprovada em 2017. Os dois arguidos, Rui Alves e Flávio Alves, suspeitos de vários crimes de ameaça de morte, coacção, chantagem e agressão sexual, que aguardam o julgamento em liberdade, estão ser julgados.

 Caso de Cibercriminalidade: Decorre primeiro julgamento na Praia

Segundo apurou este jornal, os dois arguidos, Rui Alves e Flávio Alves, suspeitos de vários crimes de ameaça de morte, coação, chantagem e agressão sexual, que aguardam o julgamento em liberdade, estão a ser julgados, pelo Tribunal da Comarca da Praia.

Fontes ligadas ao processo asseveram que Vão ser ouvidos vários implicados no caso, sobretudo as supostas vitimas, no total de 13. Conforme acusação, os dois irmãos, Rui e Flávio, atraíam as suas vítimas com recurso a vários perfis falsos, criados no “Facebook”.

Recorde-se que os dois arguidos, suspeitos de vários crimes de ameaça de morte, coacção, chantagem e agressão sexual, que aguardam o julgamento em liberdade, haviam solicitado uma Audiência Contraditória Preliminar “ACP”, que estava agendada no dia,05, de Dezembro de 2017, no Tribunal Judicial da Comarca da Praia. Mas horas antes, os advogados dos mesmos entraram com um pedido da desistência, junto ao juiz do processo. Agora o caso está em julgamento.

Tudo terá acontecido em Março de 2017. Isto após a denúncia de uma das vitimas, tendo o Tribunal da Praia decretado prisão preventiva aos dois arguidos. Estes aguardavam o desenrolar do processo em prisão preventiva, mas no mês de Novembro, Rui e Flávio Lopes, foram postos em liberdade por ter terminado o prazo em que deveriam permanecer em preventiva - já decorriam 8 meses sem que o Tribunal tenha dado Despacho de Pronúncia.

Soube o ASemanaonline que os suspeitos trabalhavam como bagageiros no Aeroporto Internacional “Nelson Mandela”, na Praia. Rui de 24 anos, está sendo acusado de 71 crimes: 12 por ameaças de morte, 12 por coação, 12 de chantagem, sete de gravações, fotografias e filmes ilícitos, um de abuso sexual agravado, 17 de abuso sexual com penetração, oito de agressão sexual e dois crimes de abuso sexual de menores na forma tentada.

Flávio Alves, 27 anos, é acusado de 34 crimes: sete de ameaça de morte, sete de coacção, sete de chantagem, sete de gravações, fotografias e filmes ilícitos e mais seis crimes de agressão sexual com penetração.

Segundo uma fonte deste diário digital, suspeita-se que Rui e Flávio atraíam as suas vítimas com recurso a vários perfis falsos, criados no “Facebook”. Na maior parte dos casos, se identificavam como sendo árabes e portugueses residentes em Londres, sócios e/ou donos de empresas estrangeiras, com negócios em Cabo Verde, mas, também, com ligações ao mundo do crime. Tudo isso no intuito de atrair as meninas e convencê-las que enviassem fotos de partes íntimas do corpo. Apos isso, ameaçavam as vitimas de morte, caso não aceitassem uma noite de sexo. As vítimas eram, ainda, obrigadas a filmar e fotografar o acto como prova da efectivação da obrigação. Em vários casos estes jovens faziam chantagem de publicação das mesmas imagens na internet.

Diz a mesma fonte que, algumas jovens foram, ainda, obrigadas a se prostituírem em troca de dinheiro, que seria, depois, entregue aos suspeitos.

Outros suspeitos envolvidos no crime

Além dos irmãos Alves, são suspeitos neste imbróglio as jovens Miqueia Silva e Emeleina Silva, ambas residentes na Cidade da Praia. Estas ajudavam os dois irmãos a concretizar os seus planos, tendo, inclusive, supostamente, várias reuniões da quadrilha e actos de violação sexual acontecido na residência da primeira, em Tira-Chapéu. As duas, que estão em liberdade, vão responder por co-autoria de um crime de associação criminosa, outro de gravações, fotografias e filmes ilícitos, bem como de ameaça, chantagem e coacção.

Durante o processo da investigação, foram realizadas buscas às casas dos irmãos Alves, tendo sido apreendidos telemóveis, computadores e vários dispositivos de armazenamento, contendo imagens das vítimas sem roupa e em pleno acto sexual com os arguidos.

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