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Caso de mau cheiro com esgoto a céu aberto no Lazareto: População pede em manifestação de protesto à Câmara Municipal e à Frescomar “que falem a verdade” 11 Junho 2017

O caso de mau cheiro com esgoto a céu aberto na zona industrial de Lazareto continua a dar que falar. Neste sábado de manhã, os moradores marcharam em protestos, desde a zona até ao centro de cidade, pedindo intervenção das autoridades municipais e governamentais na resolução do problema. Tudo em resposta aos trabalhadores da Fescomar que tinham também realizado uma manifestação, na sexta-feira última, responsabilizando a Câmara de S.Vicente pelo atraso na resolução do caso em apreço.

Caso de mau cheiro com esgoto a céu aberto no Lazareto: População pede em manifestação de protesto à Câmara Municipal e à Frescomar “que falem a verdade”

A marcha de protesto de hoje (10) pelas ruas do Mindelo culminou com uma concentração junto da Praça Estrela. Os residentes do Lazareto presidentes pediram à Câmara Municipal e à conserveira Frescomar para “falarem a verdade” sobre qual das duas instituições é responsável para aquilo que consideram ser «crime ambiental», que está a afectar a praia e os habitantes dessa zona.

“Frescomar diz que nada tem a ver com a situação, a Câmara diz o mesmo e, no meio, é Lazareto e sua população que sofrem, não vamos aceitar”, reforçou o porta-voz dos moradores, Eduino Nascimento, citada pela Inforpress.

Satisfeito com o número de pessoas que compareceu à marcha, cerca de 200 nos seus cálculos, a maioria das quais ostentando uma máscara no rosto que tapava o nariz e a boca, fazendo alusão ao cheiro nauseabundo que lhes tem infernizado, Edunio Nascimento aproveitou a estada do Presidente da República, este fim-de-semana em São Vicente, para deixar um apelo: “Domingo quando o senhor Presidente for presidir ao juramento à bandeira no Morro Branco, vai ter que passar pelo Lazareto, e o que pedimos é que quando por lá passar faça descer os vidros do carro, por favor”, pediu o porta-voz, segundo a agencia cabo-verdiana de noticias.

É que, a população, “cansada de reivindicar” o direito a respirar um ar puro e a ter uma praia sem poluição, pede que se lhes resolva este problema “sem conflito”, mas que, perante a indiferença das autoridades, irão mudar a forma de agir”.

“Até hoje não recebemos nenhuma resposta da câmara, contudo se as autoridades não resolverem o problema seremos nós a resolvê-lo à nossa maneira”, ameaçou Eduino Nascimento, que indicou que a próxima etapa de luta será decidida em conjunto pela população.

Categórico, o porta-voz do grupo não tem dúvidas: “situação começou a partir do momento em que a fábrica Frescomar foi ligada à rede de esgoto do Lazareto, que não aguenta o volume e as águas negras vão para o mar e o cheiro nauseabundo sufoca a população dentro das suas casas”, cita a Inforpress.

Na manhã de sexta-feira, 09, foi a vez dos trabalhadores e dirigentes da Frescomar marchar pelas artérias do Mindelo ocasião em que rejeitaram “qualquer responsabilidade” na situação do esgoto e cheiro nauseabundo no
Lazareto.

C/Inforpress.

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