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Caso do CPR de Santiago Sul: Direcção Nacional do PAICV demarca-se da postura que considera condenável do Nelson Centeio 06 Julho 2017

O Secretariado-geral do PAICV diz refutar, de forma inequívoca, “todas as acusações falsas, feitas de modo irresponsável, irrazoável e imponderada, pelo presidente da Comissão Política Regional de Santiago Sul, Nelson Centeio”. Por isso, a liderança tambarina, através de um comunicado, afirma demarcar-se, “em toda a linha, da postura, a todos os títulos condenável do Nelson Centeio, enquanto líder da Comissão Política Regional de Santiago Sul ”. Este admitiu esta semana que, a actual liderança do partido poderá estar por trás da demissão de 13 dos 18 membros da sua região política.

Caso do CPR  de Santiago Sul: Direcção Nacional do PAICV demarca-se da postura que considera condenável do Nelson Centeio

A situação tem gerado alguma polémica no seio do maior partido da oposição. Recorde-se, a Comissão Política Regional de Santiago Sul foi eleita no dia 12 de Fevereiro de 2017 e, desde a sua eleição, tem funcionado com sérias dificuldades e foi confirmado, aliás, pelos Demissionários.

Segundo comunicado, os membros Demissionários da Comissão Política Regional de Santiago Sul evocam que a postura e os actos da Liderança da Região de Santiago Sul fizeram com que, passados menos de 2 meses da sua eleição, o seu Presidente Nelson Centeio se incompatibilizasse, não só com os Membros Eleitos, Efectivos e Suplentes, da sua própria Lista (incluindo o seu Vice-Presidente, Florenço Mendes Varela), como ainda com o próprio Secretariado-Geral do Partido e com o antigo Presidente da Comissão Política Regional de Santiago Sul, Fernando Moeda.

Para a Direcção Nacional do Partido, “de acordo com os relatos dos membros Demissionários da Comissão Política Regional de Santiago Sul, muitos dos problemas que têm estado a ocorrer na Comissão Política Regional de Santiago Sul - e que levaram à demissão dos mesmos - se devem ao facto de o Presidente da Comissão Política Regional ter um deficiente conhecimento dos Estatutos do Partido, de se recusar a respeitá-lo e a aplicá-lo, de desrespeitar os princípios e os valores do PAICV, de desrespeitar os Órgãos Nacionais do Partido, de não ter critérios claros e sérios na convocação dos membros para as reuniões da Comissão Política Regional.

Conforme a mesma fonte, “é inadmissível que o Presidente da Comissão Politica Regional de Santiago Sul queira culpabilizar a Direção Nacional do Partido pelos pedidos de demissão de 13 (treze), dos 18 (dezoito) Membros que foram eleitos, juntamente com ele, nas Eleições Regionais de fevereiro último, sendo que muitos desses membros integraram a sua Lista, e foram, por ele, convidados para integrar o seu projeto de candidatura à Liderança da Região de Santiago Sul”.

Diante de tudo isto, a liderança tambarina considera que “não é aceitável, não é concebível e, muito menos, credível, que a Direção Nacional do Partido possa ter tido qualquer intervenção nesses pedidos de demissão, pois que cada um dos Demissionários explicou, de forma exaustiva, nos respetivos pedidos de demissão, as razões que os levaram a deixar o cargo, apontando as razões concretas que estribavam esses mesmos pedidos”.

Ademais, “é inconcebível, desrespeitoso e irresponsável que Nelson Centeio queira passar um atestado de menoridade aos Membros, eleitos, efetivos e suplentes da Comissão Política Regional de Santiago Sul, que são pessoas adultas e sérias, tentando passar a ideia de que terão sido manipuladas, para pedirem a sua demissão”.

Aliás, o partido questiona o facto de que 13 dos membros eleitos da CPR (entre efetivos e suplentes), num total de 18 membros (entre efetivos e suplentes), tenham pedido demissão. E como se poderá dar credibilidade à “teoria de conspiração imaginada pelo Nelson Centeio, querendo fazer as pessoas acreditarem que os demissionários tenham sido manipulados”

Conforme a mesma fonte, o posicionamento e as afirmações do Nelson Centeio “demonstram, ademais, um claro desconhecimento do funcionamento das estruturas do Partido e uma clara má-fé, quando afirma que várias Regiões estão com problemas”.

É, pois, completamente falso que existam problemas similares àqueles por que passa a Região de Santiago Sul nas outras Regiões do País - pretende fazer crer Nelson Centeio como forma de não se sentir isolado. Informa o Secretariado Nacional que, Seja a Região de São Vicente, seja a Região de Santo Antão, seja a Região de Santiago Norte, já concluíram, com sucesso, o seu processo de eleição dos Órgãos Regionais, com candidaturas únicas.

Falsas interferências

O mesmo órgão diz ser falsos que existam, neste momento, quaisquer processos de impugnação, relativos às Eleições Regionais que ocorreram, seja em São Vicente, seja em Santo Antão, seja em Santiago Norte. “Não existe, e nunca existiu, qualquer pedido de impugnação de nenhuma dessas Eleições Regionais”, garante da Direcção Nacional do Partido.

Dirigindo-se aos tambarinas, a Direcção Nacional do PAICV reafirma “a todos os militantes do PAICV e a todos os cabo-verdianos que actua – e sempre actuou – respeitando os princípios, os valores e os Estatutos do PAICV. Reafirma que não interveio de nenhuma forma - nem directa, nem indirectamente - – como os próprios membros demissionários já informaram, nesse processo que determinou o pedido de demissão de vários membros da Comissão Política Regional de Santiago Sul”.

Enfim, a Direcção Nacional apela à responsabilidade, ao bom senso e à ponderação de todos, no sentido de se trabalhar para o fortalecimento do PAICV, colocando os interesses de Cabo Verde e dos propósitos colectivos do Partido em primeiro lugar.

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