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Caso novo Banco: Governo quer apuramento de responsabilidades políticas e de gestão 11 Mar�o 2017

«Existem responsabilidades políticas a serem assacadas. As instituições da República devem actuar. Tanto o parlamento como as instâncias judiciais». O apelo é do ministro das Finanças, Olavo Correia, feito, durante uma conferência de imprensa realizada esta quinta-feira, na Praia, onde anunciou a posição do governo relativa à medida do Banco Central de alienar os activos e passivos do Novo Banco à Caixa Económica de Cabo Verde.

Caso novo Banco: Governo quer apuramento de responsabilidades políticas e de gestão

O governante defendeu que se deve também apurar responsabilidades aos ex-gestores do alienado banco. «Tal qual já anunciado pelo Banco de Cabo Verde, todos os ex-membros do Conselho de Administração do Novo Banco com responsabilidades directas sobre a deterioração da situação financeira da instituição serão, também, responsabilizados. Pedimos celeridade ao BCV neste processo.A culpa não pode morrer solteira», pediu Olavo Correia.

O ministro das Finanças considerou que a decisão do Banco de Cabo Verde foi tomada no âmbito do enquadramento legal que responsabiliza e faz suportar as perdas da actividade bancária nos accionistas e credores subordinados, mantendo-se o objectivo do reforço da estabilidade financeira.

Para fazer face à situação surgida com a alienação dos passivos e activos do BN, Olavo Correia anunciou que o Estado vai ter que fazer um esforço financeiro de 1.800.000 contos. «Neste quadro, accionistas e credores subordinados foram chamados a suportar as perdas decorrentes da actividade bancária que não controlaram adequadamente. Esta experiência mal sucedida pode custar ao Estado de Cabo Verde 1.800.000 contos e mais de 60 postos de trabalho».

Clientes e sistema financeiro

Referindo-se ao futuro dos trabalhadores, o ministro asseverou que todos serão indemnizados, prontamente, nos termos da lei, pois nenhuma culpa têm no processo.

«A medida aplicada ao Novo Banco pelo Banco de Cabo Verde assegura integralmente os depósitos, a prestação dos serviços bancários e as relações comerciais que a instituição mantinha», assegurou Correia.

Este garantiu ainda que os clientes do Novo Banco passarão a ser clientes da Caixa Económica de Cabo Verde - este é um grande banco com capital e liquidez adequados - o que terá reflexos positivos em todo o sistema financeiro cabo-verdiano.

«O Governo acompanha, como lhe compete, a evolução destes processos, garantindo a confiança no sistema financeiro, a plena protecção dos depositantes, as condições de financiamento da economia e a melhor protecção dos contribuintes», garantiu Olavo Correia.

O ministro das Finanças tranquiliza os cabo-verdianos, anunciado que o governo está determinado em assegurar a estabilidade do mercado financeiro cabo-verdiano. “Gostaríamos de reafirmar que o Governo cabo-verdiano está determinado em usar todos os meios legais ao seu dispor para assegurar a estabilidade do mercado financeiro. Reafirma ainda a garantia da segurança de todos os depósitos dos cabo-verdianos em todos os bancos constituídos em Cabo Verde e considera que o sistema bancário é fundamentalmente sólido», concluiu o governante.

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