SOCIAL

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Caso “queima de arquivos” na CM de Boa Vista: PAICV estranha silêncio e exige posicionamento de José Luís Santos 01 Novembro 2016

O PAICV estranha o emudecimento do novo presidente da Câmara Municipal da Boa Vista perante o caso de alegada queima de arquivos camarários por um dos assessores do ex-Edil José Pinto Almeida e exige um posicionamento “o mais rápido possível” sobre a matéria. O deputado nacional e presidente da Comissão Política, Walter Évora, lembra que embora haja denúncias “passíveis de crime” a tramitar nos tribunais e Repartição das Finanças, mesmo assim ainda não há um posicionamento claro do recém-eleito presidente da edilidade, José Luís Santos. Évora diz estranhar mas que não acredita que Santos iria contra a lei a ponto de abafar uma situação, que poderá ser crime, por simpatia partidária.

Por: Sanny Fonseca

Caso “queima de arquivos” na CM de  Boa Vista: PAICV estranha silêncio e exige posicionamento de José Luís Santos

“A situação da Câmara da Boa Vista é grave. As denúncias que existem e que inclusive já estão a tramitar nos Tribunais e na Repartição das Finanças são passíveis de crime”, afirma Walter Évora, realçando que não é uma questão política, mas sim de gestão. “O cenário na Boa Vista é que houve alegadamente queima de arquivos e documentos oficiais da Câmara Municipal e vieram a público”, reforça o dirigente tambarina, lamentando que o facto de o novo presidente da Câmara, José Luís Santos, não se ter pronunciado. “É um silêncio estranho”, quando “os boavistenses, os cabo-verdianos de um modo geral e qualquer pessoa que zele pelo bom funcionamento das instituições públicas, espera um posicionamento público urgente”, reforçou.

Évora advoga que o novo presidente boavistense não tem como fugir de um posicionamento público quanto ao caso. Afiança que já ouviu várias leituras dos porquês do silêncio de José Luís Santos, designadamente “o seu percurso junto do MpD e que poderá despertar algum sentido de protecção”. Mas o político diz esperar que Santos não vá contra a lei, tentando abafar uma situação, que poderá ser crime, simplesmente por simpatia partidária. Porque não quer especular, Walter desafia o autarca José Luís Santos a esclarecer o “mais rapidamente possível” os munícipes sobre o caso em apreço.

Grandes desafios

Walter Évora lembra que o novo presidente da Câmara recebeu um município com problemas complexos, aqui destaca o aumento populacional e o consequente disparar das explosões sociais. Para este representante do PAICV na Boa Vista, a situação social mais preocupante da ilha está no Bairro da Boa Esperança “Barraca”, que é tido como “uma bomba prestes a explodir”. Lembra que na legislatura passada havia o “pingue pongue de culpas” entre o Governo e a Câmara Municipal - isto reconhecendo “alguma razão” da anterior Câmara Municipal “porque não tinha condições para dar uma resposta sólida a essa situação. Mas Walter defende que, actualmente, José Luís Santos não tem desculpas a dar para não resolver o problema”. “ É que, de alguma forma, a sua Câmara alinha com o actual Governo de soluções”, enfatizou o deputado, reconhecendo, porém, que não será solucionado de um dia para o outro, ainda que sinais para a sua resolução terão que ser dados agora.

Outro desafio a que, segundo Évora, o novo Edil terá de dar resposta assertivas, é o sector do turismo, tido como o principal motor da economia local. Isto sem contar com a reformatação da própria estrutura da Câmara, “que é muito pesada” e que no entender de Évora terá que ser revista. Faz ainda parte das preocupações do PAICV o risco de José Luís Santos vir a criar clientelas, “que é o que se tem verificado na Boa Vista”.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau