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Casos de doenças diarreicas e respiratórias aumentam entradas no Hospital Agostinho Neto 12 Setembro 2015

As doenças diarreicas e respiratórias estão a afectar a população – crianças e adultos – da cidade da Praia. De Maio a esta parte, a direcção clínica do Hospital Agostinho Neto diagnosticou uma média diária de 60 casos de problemas respiratórios agudos e de 15 a 20 de gastroenterites, tanto no Banco de Urgência de Adultos como no da Pediatria. Maria do Céu Teixeira diz que este tipo de enfermidades é frequente na época mais quente, pelo que pede às pessoas para não se alarmarem e procurarem os centros de saúde mais próximos – por forma a descongestionar o hospital central. Esta responsável aconselha ainda a população a reforçar os cuidados de higiene em casa.

Casos de doenças diarreicas e respiratórias aumentam entradas no Hospital Agostinho Neto

A Directora Clínica do HAN explica que essas doenças ocorrem ao longo do ano. Porém, a tendência é para o aumento de entradas nos bancos de Urgência e na Pediatria durante o Verão. Em Maio, a média era de 30 atendimentos por dia devido às doenças respiratórias (gripes). Agora elevou-se para 60 casos por dia, revela esta médica.

Já os casos de gastroenterites (diarreia, vómito e cólicas abdominais) passaram de cinco para 15 a 20, no mesmo período, e afectam em especial as crianças. Sobre este particular, sem precisar os números, a responsável sublinha que na última semana houve um aumento "considerável" de pessoas com diarreia.

A maioria dessas enfermidades são virais, assevera Maria do Céu, que pede à população para reforçar os cuidados de higiene, sobretudo ao tratar de alimentos, até porque nesta época há uma grande quantidade de moscas transmissoras de infecções. Mais cuidados incluem desde lavar as mãos antes das refeições, tratar a água que se bebe, bem como, evitar acumular lixo em casa, entre outras recomendações.

Aquela médica informa ainda que mais de 50 por cento do atendimento nos bancos de urgências do Hospital Agostinho Neto são “não urgentes” pelo que deveriam ser tratados nos Centos de Saúde. Isso descongestionaria o hospital central que atende diariamente vários casos graves e complexos, portanto, com prioridade médica.

Dado que ninguém pode ficar sem assistência médica, Maria do Céu reconhece que os casos de menor gravidade tendem a ficar horas na fila de espera, o que tem causado grande insatisfação aos utentes. “Devem entender que os casos mais graves têm prioridade”, reforça, pedindo para se dirigirem aos centros de saúde, onde podem, no caso de a situação exigir um cuidado especial, ser encaminhados ao hospital central.

A directora clínica do HAN revela entretanto que, devido a essas enfermidades, há grande afluência de pessoas ao banco de urgência de adultos, o que faz disparar as estatísticas. Por exemplo, de Junho a Agosto de 2013 registou-se 10.600 atendimentos por doenças diversas. Em 2014 houve 10.300 e em 2015 aumentaram para 12.300.

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