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Centro de Saúde de Tira-Chapéu: Falta de médicos desespera pacientes 17 Mar�o 2015

O Centro de Saúde de Tira-Chapéu, Praia, está com falta de médicos e os seus pacientes não sabem a quem recorrer porque os outros centros de saúde e até o hospital central Agostinho Neto lhes nega o atendimento, alegando que devem ser atendidos no centro de saúde da sua zona de residência. Ou seja, Tira Chapéu. A responsável desse estabelecimento de Saúde admite a carência de profissionais mas alega que os três médicos existentes desdobram-se para atender todos os seus pacientes. Só que, informa Maria da Cruz, o problema muitas vezes é outro: os pacientes recusam-se a ser avaliados por enfermeiros. Esse centro de Saúde cobre uma população de 28.890 habitantes - não só Tira-Chapéu mas também Terra Branca, Alto da Glória, Monte Vermelho, Casa Lata e Bela Vista.

Centro de Saúde de Tira-Chapéu: Falta de médicos desespera pacientes

A responsável pelo Centro de Saúde de Tira-Chapéu informa que, inicialmente o centro funcionava com cinco médicos o que era uma boa marca. Porém, agora só tem três e cinco enfermeiros para uma população de 28.890 habitantes, provenientes dos bairros de Terra-Branca, Alto da Gloria, Monte Vermelho, Casa Lata, Bela Vista e, claro, Tira-Chapéu.

Embora tenha alargado o horário de funcionamento até às 18 horas, Maria da Luz reconhece que a cada dia torna-se mais difícil para o Centro de Saúde de Tira-Chapéu responder de forma satisfatória à demanda dos doentes com recursos humanos tão limitados. Por dia cada médico atende uma média de 25 pessoas, das 8 às 15 horas. Daí essa responsável defender que nos casos menos urgentes e complexos - caso da gripe - desde que não tenham dores ou factores que ponham em risco a sua saúde, os pacientes podem ser diagnosticados por enfermeiros e aconselhados a comparecer ao médico no dia seguinte.

Enquanto médica, Maria da Luz entende perfeitamente a ansiedade de qualquer pessoa doente - deseja ser curada o quanto antes. Só que a população deve ter mais paciência e aguardar com tranquilidade a sua vez, já que a avaliação do médico deve ser feita com muita responsabilidade.

“As pessoas devem confiar mais nos nossos enfermeiros, que têm tido um papel importante na triagem dos doentes”, responde Maria da Luz às queixas que dão conta que muitos pacientes recusam ser avaliados por um enfermeiro. “Muitos tomam o dinheiro de volta e procuram outros centros de Saúde”.

“Nós os médicos também somos humanos. Há toda a vontade para atender a todos sem discriminação. Só que há problemas que nos ultrapassam”, lamenta a responsável do centro de Tira-Chapéu antes de avançar que na semana passada receberam a visita da ministra da Saúde, Cristina Fontes, que prometeu dotar este centro de mais um médico, ainda antes do fim deste mês de Março.

Mesmo assim, admite, o centro continuará com carência de recursos humanos. Para responder da melhor forma à demanda, esse estabelecimento vai precisar de pelo menos mais dois médicos e dois assistentes sociais - estes últimos fundamentais na avaliação social dos pacientes.

Até porque, revela Maria da Luz, muitas vezes falta ao médico dados sobre as condições em que vive o doente. Se for o caso, deve solicitar apoios junto de outras instituições porque esses dados são muito importantes para completar o diagnóstico.

Dos cinco Centros de Saúde existentes na Cidade da Praia, em termos de população sanitária o de Tira Chapéu é o segundo maior da capital do país, só ultrapassado pelo de Ponta D’Água - cobre uma população de 28.890 habitantes. Maria da Luz deixa claro que a boa vontade persiste no seio dos profissionais que laboram nessa estrutura de Saúde e apela aos pacientes a terem calma e a nunca desistirem do seu atendimento.

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