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Cerca de 70% dos alambiques em Cabo Verde operam sem licenciamento industrial 14 Outubro 2017

Cerca de 70% dos 380 alambiques existentes em Cabo Verde operam ilegalmente e sem licenciamento industrial e 50 unidades de fabrico funcionam fora do período estipulado por lei, revelou o inspector-geral das Actividades Económicas (IGAE).

Cerca de 70% dos alambiques em Cabo Verde operam sem licenciamento industrial

Em declarações à Inforpress, Elisângelo Monteiro avançou que esses dados constam do processo de selagem de alambiques que decorreu em todo o país de 01 a 28 de Agosto, abrangendo 312 fábricas de produção de aguardente, o que corresponde a 380 alambiques ou unidades de destilação, com maior ênfase nas ilhas de Santo Antão e Santiago.

“Durante a operação, constatamos que cerca de 70 por cento (%) dessas fábricas operam ainda em situação de ilegalidades sem licenciamento industrial, 40 a 50 unidades de produção encontravam-se a funcionar fora do período estipulado por lei e 278.580 litros de calda em fermentação”, acrescentou assegurando que 30 por cento (%) estão dentro da lei e cumprem com os requisitos exigidos.

Elisângelo Monteiro avançou, por outro lado, que neste momento esses produtores laboram com o licenciamento industrial provisório, mas sublinhou que os mesmos devem regularizar a situação para que em 2018 possam iniciar as respectivas actividades em conformidade com a lei.

Segundo o inspector, os alambiques que funcionavam fora do período exigido na lei, foi-lhes aplicado uma coima de 4 a 5 mil contos, sendo que a punição varia em função da quantidade de aguardente produzido.

“Nas análises realizadas, encontramos elevada concentração de chumbo, metanol, mas também algumas substâncias cancerígenas, o que contribui para a má qualidade do produto”, precisou o inspector que reconhece que só a cana não chega para garantir a qualidade da aguardente uma vez que para assegurar essa qualidade são necessários vários outros procedimentos.

Entretanto, afirmou que a IGAE vai continuar a fazer encontros com os produtores deste sector no sentido de informá-los sobre a importância e o cumprimento da lei de produção e de comercialização, respeitando regras e boas práticas de produção que garantam a segurança, a qualidade.

Recomendou ainda a necessidade de se evitar o uso de certas substâncias que possam comprometer a qualidade do produto, mas também a saúde.
Segundo Elisângelo Monteiro, durante as sessões de inspecção, os produtores foram orientados também a fazerem correcção na redestilação dos produtos.

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