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Clima ecónomico regista melhorias, mas conjuntura permanece desfavorável 19 Julho 2015

O clima económico no 2˚ trimestre deste ano em Cabo Verde melhorou ligeiramente, apesar de o indicador de confiança se situar abaixo da média, da série evoluindo negativamente face ao trimestre homólogo, revela o inquérito da conjuntura económica elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Clima ecónomico regista melhorias, mas conjuntura permanece desfavorável

Segundo os dados divulgados pelo INE, no que tange ao Comércio em Estabelecimentos o “indicador de confiança manteve a tendência ascendente do último trimestre, mas a conjuntura económica no sector continua desfavorável". A insuficiência da procura e as dificuldades financeiras foram os principais constrangimentos apontados pelos empresários do sector.

A área turística, uma das principais actividades económicas do arquipélago, também teve um desempenho negativo no segundo trimestre de 2015. Neste item o indicador de confiança registou o valor mais baixo desde o início da série, evoluindo negativamente face ao trimestre homólogo. Os operadores apontaram o excesso de burocracia e de regulamentações como os principais empecilhos deste sector no 2º trimestre de 2015.

Outra área que evoluiu negativamente, face ao trimestre homólogo, foi
Turismo Residencial. “Registou o valor mais baixo dos últimos 19 trimestres consecutivos e, portanto, a conjuntura é desfavorável”. Segundo o INE, os empresários apontaram a insuficiência da procura e dificuldades financeiras como factores limitativos durante o segundo trimestre 2015.

Mesmo cenário registou o sector de Transporte e Serviços Auxiliares aos Transportes. Nesta área os dados estatísticos revelam que no segundo trimestre de 2015, o indicador de confiança contrariou a tendência ascendente do último trimestre, evoluindo negativamente face ao trimestre homólogo, a conjuntura no sector é desfavorável. De acordo com os homens de negócio, as dificuldades financeiras e a obtenção de crédito bancário foram os principais constrangimentos do sector”.

Em queda também esteve o sector da Construção que, segundo o INE, evoluiu “negativamente face ao mesmo período do ano 2014 e a conjuntura económica no sector continua desfavorável. A pouca procura e o nível elevado da taxa de juros foram os constrangimentos do sector”.

Entretanto a maior queda, conforme indicam os dados estatísticos do INE, registou-se no sector do Comércio em Feira. O indicador de confiança “contrariou a tendência ascendente registada no último trimestre, atingindo o valor mais baixo dos últimos vinte e três (23) trimestres consecutivos”. Mas, apesar desta queda a “conjuntura no sector é favorável”, ressalva o Instituto Nacional de Estatísticas.

O sector que cresceu no segundo trimestre de 2015 foi a Indústria Transformadora. Nesta área o indicador de confiança registo o valor mais alto dos últimos vinte e nove (29) trimestres consecutivos, evoluindo positivamente face ao trimestre homólogo, o que faz com que a conjuntura no sector seja favorável.

Para os empresários, a falta de matérias-primas, de água e energia foram os principais constrangimentos da indústria transformadora no decorrer do segundo trimestre de 2015.

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