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Combustível do "John Miller" derrama no mar (Actualizado) 05 Agosto 2014

Aconteceu o que mais se temia. O navio “John Miller” começou a derramar parte do combustível que tinha para operar . A embarcação transportava ainda entre dez a quinze toneladas de combustível da empresa ENACOL para abastecer os postos de combustível da ilha.

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Os contentores que contêm o combustível da ENACOL, segundo o director-geral da empresa, Carlitos Fortes, estão muito bem embalados e protegidos. Uma equipa está no local a envidar todos os esforços para recuperar a carga do navio “John Miller” que desde ontem está a flutuar no mar.

Apesar desta segurança da ENACOL, os biólogos estão reticentes quanto à segurança dos contentores. Segundo a bióloga Kátia Ramos, é preciso que haja uma rápida intervenção das autoridades ambientais, para evitar mais vazamentos de gasolina no mar. Caso contrário, os danos ambientais serão enormes.

A bióloga explica que cada litro de óleo pode ser responsável pela poluição de um milhão de litros de água. E alerta: não é possível separar uma molécula de óleo da água e o caótico é que o óleo derramado não vai ficar condensado, vai dispersar-se por uma vasta área. O vazamento de óleo no mar vai prejudicar também o sector da pesca, já que pode causar a morte de peixes e aqueles que sobreviverem estarão impróprios para o consumo.

Entretanto, hoje a Agência Marítima e Portuária de Cabo Verde descartou riscos de poluição marítima: "não haverá impacto ambiental, pois o eventual derrame, se houver algum risco, este está muito bem isolado, naquela zona do ilhéu que não é banhável, mas está tudo neste momento sob controlo". Também em comunicado, a ENACOL, proprietária do navio "John Miller" garantiu a ausência de quaisquer danos humanos ou ambientais, apesar das 60 toneladas de combustível que estão a bordo.

O navio John Miller, que encalhou à entrada do Porto de Sal-Rei, quando se preparava para fazer uma descarga de combustível na Boa Vista, afundou-se parcialmente, estando emersa apenas a popa. O acidente aconteceu no momento em que o navio estava em manobra para atracar no Porto da Boa Vista, tendo embatido num rochedo. Perfurou o casco, situação que levou ao afundamento do barco. A tripulação não sofreu qualquer ferimento.

Transportava dois contentores com gasolina e outros dois com garrafas de gás para abastecer a ilha das dunas. Com a carga a flutuar, muitos aproveitam da situação e usam botes para roubar botijas de gás. No local, a polícia está em vigilância evitando o roubo de mais garrafas. Um dos contentores já foi rebocado para o Porto e continuam os trabalhos de recuperação da carga.

Já está na ilha uma equipa da Galp Energia de Portugal que chegou num avião privado, para ajudar no trabalho de recuperação da carga que se encontra no porão. Uma operação sensível que requer trabalho de especialistas.

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