BREVES NOTÍCIAS

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Comemora-se hoje no Fogo o Dia de Nossa Senhora de Socorro 05 Agosto 2017

Centenas de fiéis da Ilha do Fogo, deslocam-se hoje, 5 de Agosto, ao Santuário de Nossa Senhora do Socorro, padroeira dos viajantes e dos náufragos, situado a pouco mais de 10 quilómetros a sul da Cidade de São Filipe (ilha do Fogo), para assistir a missa e festejar a data considerada dia da Santa. Estão agendadas varias actividades culturais e religiosas.

Comemora-se hoje no Fogo o Dia de Nossa Senhora de Socorro

Nossa Senhora do Socorro enquanto espaço físico, é um lugar de silêncio, oração e de tranquilidade que está no coração dos foguenses, particularmente dos emigrantes. Do ponto de vista de personagem, conforme explica, é um título atribuído a Maria, “como a Senhora que socorre, ampara e acolhe os seus filhos”, razão pela qual é vista no seio de muitas comunidades como a padroeira dos navegantes e náufragos.

A capela, hoje santuário da Nossa Senhora do Socorro, segundo contam algumas personalidades do Fogo, foi construída pelo padre Amaro Monteiro Pereira de Rebelo, nos meados do século XVIII e sempre foi uma capela particular, à semelhança do que existe em várias localidades da ilha do Fogo.

A construção da Capela da Nossa Senhora do Socorro envolve alguma lenda. Conforme o relato de uma delas, conta-se que um pastor teria encontrado a estatueta da Santa numa escavação da rocha de António de Pina, perto do local, e que teria levado a mesma para a então vila de São Filipe.

Ainda conforme avança este diário digital, o pároco colocou-a no altar, mas, no dia seguinte, o pastor foi à igreja e encontrou a estatueta atrás da porta, tendo-a colocado de novo no altar. Três dias depois a imagem voltou ao local inicial e, segundo a lenda, a Santa teria conversado com o pastor.

Na data da sua construção, meados do século XVIII, não havia madeira em São Filipe, mas, de repente foi avistado numa pequena praia, próxima do local onde se ergueu o santuário, pranchas de madeira que foram utilizadas, facto que as pessoas consideram ter sido um acto de milagre da Nossa Senhora.

Havia a superstição de que se algum membro da família quisesse construir uma casa perto da capela, acabaria por morrer. Coincidência ou não, um elemento da família que quis construir uma casa nas redondezas para criar maior comodidade aos que preparavam o banquete do dia 5 de Agosto, morreu antes de concluir a construção.

Em 1999 com a morte da última proprietária, Ana Gisela, o filho residente nos Estados Unidos da América, vendeu o santuário aos amigos da família, os Capuchinhos.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau