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Comércio Externo: Preços dos produtos importados aumentam 2,6% 26 Maio 2016

Os preços dos produtos importados aumentaram em Abril último 2,6%, valor superior em 6,0 pontos percentuais (p.p.) face valor registado no mês anterior. A taxa de variação mensal dos preços dos produtos exportados fixou-se em 10,3%, aumentando 13,2 pontos percentuais (p.p.). A taxa de variação mensal registada pelo Índice de Termos de Troca (ITT) foi de 7,4%.

Comércio Externo: Preços dos produtos importados aumentam 2,6%

O resultado do Índice de Preços do Comércio Externo divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostra que, em Abril, o índice de preço da importação situou-se em 76,8. Este valor traduz um acréscimo de 2,6% relativamente ao mês anterior, ou seja, a Março. Os índices, subjacente e volátil na importação registaram acréscimos de 2,9% e 2,0%, respectivamente, face ao mês anterior.

Por destino económico dos bens, as categorias que contribuíram para a subida de preços foram Intermédios (1,2%), de Capital (10,3%), combustíveis (6,6%) e de Consumo (-1,1%). Na primeira categoria, ou seja a nível dos Bens Intermediários, a subida dos preços justifica-se com o aumento dos preços de “peças para material de transporte” (37,5%), “ produtos alimentares transformados” (8,3%) e “outros produtos transformados” (7,5%).

Nos Bens de capital, segundo o INE, deveu-se a subida de preços de máquinas (3,1%) e automóveis para uso particular (21,3%). Nos combustíveis foi devido ao aumento de 6,6% da única subcategoria denominada combustível1, que engloba os combustíveis primários, a gasolina para avião, o gasóleo e diesel-óleo, o fuel-oil, o Jet A1 eo petróleo para iluminação, gases liquidificados, Lubrificantes, metanol e outras gasolinas e combustíveis.

Entretanto, esta subida de preços na importação foi atenuada pela categoria Bens de Consumo (-1,1%). Aqui, esta descida dos preços justifica-se com a diminuição dos preços de “produtos alimentares primários” (-6,7%) e “outros bens de consumo não duradouros” (-13,3%).

Nas importações por principais secções registaram-se aumentos mais expressivos de preços nos produtos minerais (4,4%), máquinas e aparelhos, material eléctrico e suas partes (11,6%) e material de transporte (16,7%). As diminuições de preços de maior relevância nos vegetais (-9,9%), pastas de madeira ou de outras matérias fibrosas celulósicas, papéis ou cartão a reciclar (desperdícios e aparas), papel e suas obras (-11,0%) e obras de pedras gesso e cimento, amianto, mica e similares, cerâmicas e vidros (-19,6%). Essas diminuições contribuíram para atenuar a evolução positiva do Índice Global da importação.

Variação Homóloga -8,9%

O documento divulgado pelo INE indica que o índice de preço da importação diminuiu 8,9%, relativamente à Abril de 2015. No subjacente na importação verificou um decréscimo de 20,3%, enquanto que o volátil aumentou 29,4% face ao mesmo período do ano passado. O índice de preço das exportações situou-se em 77,4, correspondendo a um acréscimo de 10,3% face ao mês anterior. Os índices, subjacente e volátil na exportação, verificaram em Abril de 2016, acréscimos de 10,7% e 0,1%, respectivamente, face ao mês anterior.

A taxa de variação homóloga do índice de preço das exportações situou-se em -8,9%, enquanto que os subjacente e volátil revelam um decréscimos idêntico (-8,9%), face ao mês homólogo de 2015. Durante o período registou-se uma melhoria nos Índices de Termos de Troca, com um aumento global de 7,4%, comparativamente ao mês anterior. Este situou-se em 100,8, valor igual ao registado em Abril de 2015.

O INE divulga a próxima edição do Índice de Preços do Comércio Externo a 21 de Junho.

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