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Líder do MpD Porto Novo refuta as acusações do PAICV sobre a gestão da Câmara 19 Outubro 2017

O Presidente da Comissão Política Concelhia do Porto Novo (CPCPN) do MpD convocou a imprensa, esta quarta-feira, 18, na Cidade da Praia, para refutar as denúncias da Primeira Secretária do PAICV local, Elsa Pinheiro, feitas em conferência de imprensa, em que qualificou de negativo o balanço do primeiro ano da governação da actual Câmara dirigida por Aníbal Fonseca. É que, para Damião Medina, a responsável do maior partido da oposição no Porto Novo acusa a autarquia governada pelo MpD «de forma irresponsável, sem qualidade e desprovido do sentido de Estado».

Líder  do MpD Porto Novo refuta as acusações do PAICV  sobre a gestão da Câmara

Damião Medina, que é também eleito nacional do MpD, considera que a lider local do PAICV «está desorientada, sem moral e sem ética» para tecer quaisquer críticas em relação à governação municipal local. “A líder do PAICV foi co-responsável pelo descalabro e insucesso da gestão na CMPN no mandato anterior, chegando a ser demitida do cargo que desempenhava, enquanto Directora do Gabinete Técnico, dada à sua ineficácia e incapacidade no exercício das funções».

Diante disso, o dirigente ventoinha refuta as declarações de Elsa Pinheiro, salientando que os compromissos eleitorais assumidos com os portonovenses, quer da parte da actual Câmara Municipal, quer do Governo, serão cumpridos “integralmente”, até o final do mandato.

“A Câmara Municipal, no âmbito das suas atribuições, tem actuado em todas as áreas, na cidade e nas zonas rurais. E não corresponde a verdade que as comunidades do interior do PN estão abandonadas, como diz o PAICV. Elas estão no centro das atenções e, directa ou indirectamente, a edilidade tem feito intervenções nessas comunidades”, mostra.

Investimentos feitos e a caminho

Como forma de esclarecer o PAICV, Damião Medina aponta algumas intervenções e investimentos feitos pela autarquia local em mais de nove mil contos, no âmbito de parcerias criadas entre a CMPN e o Governo de Cabo Verde.

“A nível da requalificação urbana e das zonas rurais, sobretudo calcetamento, são visíveis as acções. Prova disso, é a requalificação que se está a fazer na zona de Alto Sáo Tomé e várias outras obras concluídas e que decorrem, promovendo centenas de postos de trabalho aos jovens e chefes de famílias, dinamizando assim, a economia local. A nível da Educação, são cerca de mil contos mensais gastos, criando condições para que as crianças do interior tenham acesso às estruturas da educação. No domínio da Saúde e Acção Social, tem-se promovido feiras de saúde, consultas gratuitas periódicas em diversas localidades, comparticipação em evacuações e compra de medicamentos”, aponta.

Para este responsável do MpD e deputado Nacional, as acções programadas para o desenvolvimento do Concelho do Porto Novo não ficam por aqui, acrescentando ainda que, para o ano que vem, perspectiva-se o arranque das obras da rede de esgotos, orçados em mais de 300 mil contos; a requalificação da orla marítima da cidade e do Tarrafal de Monte Trigo, calculados em 140 e 33 mil contos, respectivamente. Isto sem mencionar os cerca de 100 mil contos da taxa do ambiente e 50 mil contos do Fundo do Turismo, para a requalificação da cidade e dos centros secundários no interior do município, entre outras obras turísticas.

“Mas, mais: até 2021, dos Fundos do Turismo, do Ambiente e Rodoviário, o Governo disponibilizará ao PN mais 320 mil contos. Sobre o Aeroporto de Santo Antão e o Porto de Porto Novo. O PAICV deveria ter vergonha em falar das obras. Pois, passou 15 anos a prometer aos santantonenses um aeroporto, e só em meados de 2010 é que apresentou um estudo de viabilidade económica, mas não fez o estudo técnico que seria necessário à feitura de qualquer aeroporto”, revela.

Quanto ao sector portuário, o MpD do Porto de Porto Novo considera que foi um erro estratégico, quanto às obras executadas pelo Governo do PAICV. “Temos um Porto ineficaz, não recebe navios de cruzeiros e cria imensos embaraços a embarcações de cabotagem, com impacto negativo no Turismo e à economia da ilha», destaca.

Damião Medina diz acreditar que a Câmara Municipal e o Governo vão cumprir os seus compromissos assumidos durante as campanhas eleitorais e que as soluções vão aparecendo, segundo as oportunidades e recursos criados para o efeito.

Celso Lobo

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