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Congresso da UCID: António Monteiro reeleito líder do partido em meio a polémicas com o chumbo da candidatura de Isidoro Monteiro 06 Novembro 2017

António Monteiro foi reeleito líder da UCID, no XVII Congresso que terminou este Domingo no Mindelo, em meio a polémicas com a outra lista concorrente. É que a candidatura do veterano Teodoro Monteiro foi chumbada por alegadas irregularidades na apresentação das listas para alguns órgãos da direcção nacional. O seu mandatário Lídio Silva confirma a informação, mas avisa que Teodoro pondera impugnar o processo eleitoral, por considerar que foi «um congresso à ditadura de António Monteiro».

Congresso da UCID: António Monteiro reeleito líder do partido em meio a polémicas com o chumbo da candidatura de Isidoro Monteiro

Um dos elementos da Mesa do congresso próximo à liderança de António Monteiro revelou ao Asemanaonline que a Comissão Eleitoral chumbou a candidatura de Isidoro Monteiro – ex-Secretário-geral da UCID no tempo da clandestinidade residente em Noruega e que foi deputado em Oslo pelo partido conservador – por irregularidades no processo.

O ouvido por este jornal precisou que Isidoro não apresentou atempadamente as listas completas de candidatura para os diferentes órgãos nacionais, como reza os estatutos em vigor. Daí, segundo ele, o chumbo da sua candidatura pela Comissão Eleitoral.

Já o mandatário Lídio Silva tem, no entanto, uma versão diferente sobre os factos referidos. O líder histórico da UCID denunciou que tudo decorreu «à ditadura de António Monteiro». Precisou que a candidatura de Isidoro Monteiro apresentou a lista da Comissão Política Nacional e esperava concluir as outras – Conselho Nacional e Comissão de Jurisdição – no decorrer do Congresso, tal como tem sido hábito. « Em todos os congressos foram elaboradas e concluídas listas de candidaturas no decorrer dos trabalhos. Mas desta vez a nossa candidatura não teve essa possibilidade e foi rejeitada. Isto porque tudo estava com cartas marcadas: António Monteiro queria fazer o seu Congresso e dar o seu show off», critica o político, informando que não teve acesso à lista dos militantes recenseados nem dos delegados, que não foram eleitos, mas sim designados.

Diante de tudo isto, Lídio Silva anunciou que a candidatura de Isidoro Monteiro pondera avançar com um processo de impugnação do processo eleitoral do Congresso deste fim-de-semana - junto dos órgãos internos do partido e depois a nível do Tribunal Constitucional.

Empréstimo e desafios do partido

Mas a polémica não ficou por aí. Lídio Silva criticou ainda o facto de o Coordenador da Região Política de Santiago Sul, António Péricles Lopes – não ter sido dado a palavra nem a possibilidade de votar durante os trabalhos, isto com a alegação de ser delegado nato.

«Abandonei, no Domingo o Congresso, por causa dos 220 contos que emprestei à UCID, mas que foram levantados e movimentados pelo líder António Monteiro. Mas disso falo depois», deixa escapar Lídio Silva.

Entretanto, em declaração à RCV, a porta-voz Dora Pires anunciou como principais desafios da liderança de António Monteiro ter um partido mais aberto à sociedade e ser uma oposição cada vez mais credível. Isto para que, segundo ela, se possa fazer o melhor para o país - por exemplo a nível social e habitacional.

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