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Convenção do MpD: Moção de Estratégia preconiza novo modelo de exercício do poder 04 Fevereiro 2017

O novo modelo do exercício o poder em Cabo Verde constitui um dos pontos de destaque da Moção de Estratégia (ME) que o presidente do MpD, Ulisses Correia e Silva, apresenta na XI Convenção Nacional, que arrancou, nesta sexta-feira, no Hangar-7, nas instalações próximas do Aeroporto Internacional da Praia. Um modelo que, segundo o documento, exige mudança de paradigma e reformas profundas em vários domínios da vida política, económica e social do país.

Convenção do MpD: Moção de Estratégia preconiza novo modelo de exercício do poder

Conforme o documento a que este jornal acesso, é tendo em consideração este contexto que o MpD se engaja com um novo modelo de exercício do poder. «Um novo modelo pressupõe que não se trata de mera gestão de continuidade, de alteração de medidas de forma avulsa, nem de mera reacção à forma como o PAICV exerceu o poder e governou durante 15 anos, mas trata-se de mudar de paradigma, através de novas atitudes e de reformas consequentes, porque o país precisa».

Explica a Moção de Estratégia, a ser debatida pelos 300 delegados à manga assembleia, que novas atitudes significam, antes de tudo, acreditar no país, na sua possibilidade de desenvolvimento, ter uma predisposição para mudar o estado actual com ambição e ter um forte compromisso com a construção do futuro colectivo, que implique as gerações actuais e beneficie as gerações futuras.

« O comodismo, a resignação, o pragmatismo desgarrado de ambição de futuro, o ficar refém do ciclo vicioso da pobreza, o ficar capturado por interesses pessoais ou de grupos e o culto de personalidade representam valores e comportamentos contrários, conflituantes e incompatíveis com a atitude necessária para o desenvolvimento. E a forma de exercício do poder, pelas responsabilidades e impactos que induz sobre a sociedade, não é neutra, antes pelo contrário, afecta-a pela positiva ou pela negativa», lê-se na mesma ME.

Para o MpD, o novo modelo significa mudança de paradigma e exige reformas. «Reforma requer estratégia, intencionalidade, consistência e boa gestão do tempo, para mudar de forma estrutural o ambiente institucional, económico e social necessário para atingir os objectivos do desenvolvimento. Não se trata de alterar medidas de forma avulsa, mas de optar por soluções alternativas, definir objectivos, escolher caminhos e percorrê-los com convicção, perseverança e energia para o alcance dos resultados pretendidos».

O documento acrescenta que a conjugação das duas abordagens é necessária. «Sem atitude desenvolvimentista, o processo de reformas terá elevada probabilidade de insucesso. Não há por isso alternativa. O MpD, enquanto partido reformista, assume uma grande responsabilidade de promover de forma consequente as condições para um ambiente político e institucional fortemente comprometido com a democracia e a liberdade e favorável às reformas estruturais».

Com cerca de 48 páginas, a Moção de Estratégica de Ulisses Correi a e Silva tem como designo «Responsabilidade com o presente e Compromisso com o futuro» e culmina com os desafios do MpD enquanto organização. Além do novo modelo do exercício do poder, económico e social, inclui itens específicos sobre a reafirmação das causas e dos princípios, os grandes desígnios nacionais e o desafio de se consensualizar o modelo de desenvolvimento de Cabo Verde.

O conclave do partido no governo termina neste Sábado e deve eleger os órgãos nacionais, aprovar a Moção de Estratégia e rever os estatutos da organização, principalmente o capítulo sobre as incompatibilidades entre cargos partidários e públicos.

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