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Cortes de energia provocam revolta no Fogo 03 Dezembro 2016

A população da ilha do Fogo está revoltada com os frequentes cortes de energia eléctrica que estão a ocorrer nas suas residências e estabelecimentos comerciais, principalmente nos fins-de-semana. Os visados mostram-se impacientes com a situação e calculam que já são elevados os prejuízos já causados por esses cortes. Contactado por este jornal, o delegado da Electra, Henrique Fernandes, garante, no entanto, que o problema está resolvido.

Cortes de energia provocam revolta no Fogo

Os afectados pela ruptura permanente de energia eléctrica na ilha do Fogo mostram-se descontentes com a má prestação desse serviço pela Electra. Segundo apurou o A Semana, a população do município de São Filipe é a mais afectada por essa situação.

É que muitos comerciantes locais tiveram de cancelar algumas actividades nocturnas por falta de energia. “A situação é grave porque não se consegue comercializar produtos frescos como água, bebidas alcoólicas, sumos e refrigerantes”, diz preocupado um dos munícipes.

Mas as consequências desses cortes eléctricos não ficam por aí. A oscilação da corrente energética está também a danificar electrodomésticos. “Por isso, a Electra devia ser chamada à responsabilidade, isto é, indemnizar os lesados”, defende a mesma fonte.

Contactado por este jornal, o delegado da Electra, Henrique Fernandes, informa, porém, que o problema está “praticamente resolvido”. Sem revelar as causas dos cortes, aquele responsável explica que “a empresa fez de tudo para ultrapassar a instabilidade regista ultimamente no fornecimento de energia na ilha do Fogo”.

Os três concelhos da ilha estão a ser abastecidos desde o ano passado com energia eléctrica produzida pela central instalada em João Pinto, São Filipe, cuja construção e respectivos equipamentos instalados custaram 641 mil contos. Entendidos na área avançam que os ganhos a curto, médio e longo prazos compensam o investimento realizado.

A unidade é composta por dois grupos de geradores, com uma capacidade de 1.600 kva cada. Têm uma disponibilidade de potência energética suficiente para cobrir todos os povoados. Os munícipes vão ter as suas casas ligadas à rede energética nos próximos dias.

Com a entrada em funcionamento da Central Única, começou o desmantelamento das microcentrais existentes nos três concelhos, sobretudo nos Mosteiros, o que vai permitir aos cofres da Câmara Municipal “respirar de alívio”, pois vão se libertar dos custos da compra de combustível para essas microcentrais.

Outro grande projecto de energia em curso na ilha desde o ano passado é o de transporte e distribuição de electricidade em média tensão (20 kV), que permite extender as redes e melhorar a iluminação pública na ilha, beneficiando milhares de pessoas que vão ter as suas casas ligadas à rede rede pública.

O projecto contempla cerca de 23,7 mil metros de rede aérea e 8,4 mil metros de rede subterrânea. Isto sem contar com a construção e reabilitação de 13 Postos de Transformação (PT) e Postos de Seccionamento (PS), distribuídos pelos três concelhos do Fogo. Contempla ainda a reabilitação dos centros de distribuição localizados nas antigas centrais de São Filipe e Mosteiros.

Nicolau Centeio

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