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Criminalidade em Santiago: Governo coloca Forças Armadas na rua 07 Outubro 2014

As Forças Armadas iniciam a partir desta terça-feira, 7, patrulhamentos diários e nocturnos na cidade da Praia, junto com a Polícia Nacional, confirma o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Major-General Alberto Fernandes. É a resposta “musculada” do Governo ao aumento da criminalidade que se regista na ilha de Santiago.

Criminalidade em Santiago: Governo coloca Forças Armadas na rua

O Major-General Alberto Fernandes explica que o Governo tomou a decisão de colocar as Forças Armadas na rua a pedido da Polícia Nacional. "Por conta desta onda de criminalidade que aumentou em Santiago, o Governo entendeu colocar as FA na rua. Vamos começar a partir desta terça-feira na Praia, mas se for solicitado o nosso apoio nas outras ilhas onde temos base – São Vicente e Sal – estamos disponíveis. Há uma directiva de Governo nesse sentido”, explica o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas.

As Forças Armadas vão actuar de acordo com um Plano de Operações, que estipula que durante o dia fará rondas apeadas junto com a Polícia Nacional e, de noite, em viaturas próprias. Estas informações foram transmitidas ao novo ministro da Defesa, Rui Semedo, que se reuniu com a hierarquia da instituição militar esta segunda-feira.

Segundo Rui Semedo, trata-se de uma primeira visita de contacto e auscultação. "Ouvi as informações essenciais sobre os avanços, os constrangimentos e desafios e vamos trabalhar juntos para ultrapassá-los, enfrentar os desafios e acumular ganhos. As Forças Armadas são uma instituição que vem se consolidando e que acumula ganhos", destacou.

O Major-General Alberto Fernandes aproveitou para elencar os grandes constrangimentos que a instituição castrense enfrenta e que têm a ver com os recursos humanos, a necessidade de meios adequados aos novos desafios, tendo em conta as novas ameaças que pendem sobre o país - criminalidade organizada, narcotráfico e violência urbana. Como prioridade, o CENFA aponta a necessidade de rever a Lei Orgânica das FA, mas também o serviço militar obrigatório e as regras de empenhamento.

O Governo tem entre mãos o novo Estatuto das Forças Armadas, que terá que ser implementado de forma gradual devido à escassez de recursos.

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