Editorial

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Crise dos Manuais pode acelerar a remodelação governamental 09 Outubro 2017

A grave crise que assola a Educação com os recentes erros na edição dos Manuais Escolares pode acelerar o processo da remodelação do actual Governo da República de Cabo Verde. É que, segundo analistas atentos e quadros próximos do MpD, o Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva está a dar alguns sinais neste sentido - não especificaram como têm sido esses sinais.

Crise dos Manuais pode acelerar a remodelação governamental

E o desejo para essas mudanças tem a ver com o fraco desempenho e um forte descrédito do actual governo de 12 membros que se regista junto da população.

Participantes ao fórum do Asemanaonline – muitos dos quais se assumem como militantes e próximos do partido no poder – apelam que Ulisses Correia e Silva deve aproveitar, este momento da grave crise por passa o sector da Educação, para fazer a esperada remodelação governamental, que está, tardiamente, por chegar.

Para os críticos, a remodelação deve levar em conta os fracos resultados do actual executivo do MpD - com forte descontentamento dos cidadãos - ao longo dos cerca de dois anos da governação, tendo como foco os sectores cujo desempenho está muito aquém do esperado. São os casos da Educação, Economia e Emprego, Cultura e Indústrias Criativas, Infra-estruturas e Transportes, Segurança interna, Agricultura e Ambiente, Negócios Estrangeiros, entre outros.

A fazer fé nos comentários nas redes sociais e nas intervenções dos partidos com assento parlamentar, a actual ministra da Educação, que perdeu credibilidade junto dos docentes e dirigentes de sindicatos representativos da classe, deve ser um dos primeiros governantes remodeláveis. Aliás, elementos da sociedade civil e dirigentes do MpD defendem que, diante do impacto político do caso dos erros nos Manuais, Maritza Rosabal devia facilitar o Primeiro-ministro, demitindo-se do cargo, já que ela ficou fragilizada politicamente por ser a primeira responsável pela crise por que passa o sector da Educação neste momento. A remodelação, segundo sugerem alguns analistas, deve ser o mais abrangente possível, englobando as outras áreas críticas acima referidas.

Entretanto, cabe ao Primeiro-ministro a responsabilidade de remodelar ou não o seu governo, tendo em conta os compromissos eleitorais do MpD que preside. Contudo, é sentimento generalizado entre cabo-verdianos de que, diante dos fracos resultados do actual executivo nos últimos dois anos – está a perder credibilidade a cada dia que passa em todo o país e na diáspora - a esperada remodelação governamental está, tardiamente, por chegar. Vamos esperar para ver.

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