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Crise na RTC: Demissão da administradora e contrato sem concurso 07 Novembro 2017

A Rádio Televisão de Cabo Verde – RTC está a passar por momentos críticos. É que, segundo asseveram jornalistas através de e-mails que circulam, a administradora Sofia Silva já se demitiu do cargo por se ter incompatibilizado com os outros dois membros do Conselho da Administração - Sara Pires e Seidi Santos. Alertam as mesmas fontes que a nível da TCV a situação é de caos com a sua Direcção a contratar, sem passar pelo concurso público, jornalistas juniores para substituir profissionais experientes nas Redacções e em algumas ilhas.

Crise na RTC: Demissão da administradora e contrato sem concurso

Segundo um e-mail de uma fonte jornalista a que este jornal teve acesso, a Administradora da RTC, Sofia Silva, deixou o Conselho da Administração em fins de Outubro. «Mas não informaram os profissionais da RTC dessa saída por nenhuma forma, com o receio de um eventual aproveitamento político. Ela deixou o CA por ter-se incompatibilizado com a Sara Pires e o Seidi Santos, desde o primeiro momento, embora ela também tenha querido, desde o primeiro momento, interferir na linha editorial da TCV. Algumas aparições com apertos de mãos em público entre os três eram fingimento. Os dois - Sara Pires e Seidi Santos - bloquearam Sofia Silva por esta querer introduzir modernidades na RTC», refere a mesma fonte.

O documento também denuncia o caso de um contrato sem passar pelo concurso público com Ernestina Lopes, irmã de Lourenço Lopes, que é um destacado dirigente do MPD e actual Conselheiro do presidente da Assembleia Nacional. «Ernestina Lopes entrou na RTC para frequentar um estágio na TCV e pouco tempo depois já tinha contrato. Com ela foi feito um contrato sem concurso público, enquanto milhares de jovens cabo-verdianos esperam por uma oportunidade de emprego!».

A fonte jornalista critica, por outro lado, que a recém-recrutada quase que assume a função editorial na TCV. «Hoje em dia, quase que Ernestina Lopes assume uma função editorial, que normalmente é atribuída a profissionais com experiência. Isto com um total desprezo por profissionais com longevidade, e com base em ameaças e na ideia de que ter relações próximas com o MpD é ter o poder nas mãos».

O e-mail que vimos citando refere ainda que a RTC tem estado, nos últimos tempos, a substituir correspondentes nas ilhas com experiência por novos correspondentes onde não havia. Foi o que aconteceu recentemente com o Tarrafal de São Nicolau e a Ribeira Grande de Santo Antão – neste substituiu-se o jornalista da Inforpress Homero Fonseca. Tudo com o argumento de que se está a colocar jornalistas com formação nos concelhos. «Sim, são jovens jornalistas com formação, mas com um salário de 29.000 ECV e mais 2.000 ECV de subsídio de transporte e comunicação.

«O pior ainda é o facto de os Directores dos Órgãos (TCV e RNCV) compactuarem com esta decisão do Conselho de Administração, que sabem ser absurda. Com o devido respeito, os pastéis e a canja, de certeza, dar-lhes-iam mais recursos financeiros do que estes míseros 29 mil que são uma falta de respeito para quem se forma. Eles trabalham para a RCV e para a TCV a partir das 06h50 no Pulsar Informativo, e ao longo do dia, por esse baixo montante», denuncia a fonte que vimos referindo, pedindo a intervenção urgente das autoridades competentes.

Até ao fecho desta edição, foi impossível ouvir o CA da RTC. Por isso, prometemos retomar essa matéria, havendo a reacção do referido Conselho.

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