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Crise política na Guiné-Bissau: Cadogo chega a Bissau e CEDEAO ameaça com sanções 19 Janeiro 2018

A delegação da CEDEAO deixou hoje,18, Bissau com ameaças de sanções contra os que impedem a implementação do Acordo de Conacri, no mesmo dia em que regressou ao país o ex Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior , que se encontrava exilado durante vários anos, na sequência do golpe de Estado de 2012 que o destituiu.

Crise política na Guiné-Bissau: Cadogo chega a Bissau e CEDEAO ameaça com sanções

"Constatando que não se registaram progressos na implementação do Acordo de Conacri [rubricado em Outubro de 2016], serão accionadas sanções contra os que estão a impedir a sua efectiva implementação». Esta é, segundo a RFI, a conclusão da missão de alto nível da CEDEAO que deixou Bissau esta quinta-feira, no mesmo dia em que regressou ao país o ex primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, que foi acolhido em apóteose no aeroporto da capital.

Segundo a mesma fonte, findos esta terça-feira os 30 dias concedidos pela CEDEAO em Abuja, na Nigéria, a 16 de Dezembro de 2017 para que fosse implementado o Acordo de Conacri, a organização sub-regional enviou uma missão a Bissau, que durante dois dias se reuniu com o Presidente José Mário Vaz, os diferentes actores políticos signatários do Acordo de Conacri - PAIGC, PRS e Grupo dos 15 - bem como com representantes da comunidade internacional, nomeadamente o grupo designado P5, constítuido peles representantes das Nações Unidas, União Africana, União Europeia, CEDEAO e CPLP.

O Acordo de Conacri estipula entre outros que o Presidente José Mário Vaz deve nomear um primeiro-ministro de consenso - que segundo a CEDEAO seria o dirigente do PAIGC Augusto Olivais - e reintegrar plenamente os 15 deputados dissidentes, expulsos deste partido, medida que o PAIGC já efectivou.

A missão, constítuida por Robert Dussey, chefe da diplomacia do Togo e presidente do conselho de Ministros da CEDEAO e por Naby Youssouf Kiridi Bangoura, ministro de Estado e secretário-geral da Presidência da República da Guiné Conacri, foi enviada pelo Presidente togolês Faure Gnassingbé e pelo seu homólogo da Guiné Conacri Alpha Condé, que é também o mediador da CEDEAO para a Guiné-Bissau e presidente em exercício União Africana.

O objectivo dos mesmos enviados era entregar ao Presidente José Mário Vaz uma mensagem destes dois Chefes de Estado no âmbito do acompanhamento dos compromissos assumidos pelas autoridades guineenses durante a conferência de Chefes de Estado e de governo da CEDEAO, que teve lugar a 16 de Dezembro de 2017 em Abuja, na Nigéria.

A fazer fé nas fontes da RFI, as eventuais sanções contra dirigentes guineenses serão analisadas no próximo sábado (20/01) em Lomé, no Togo, durante a sessão extraordinária do Conselho de Ministros da CEDEAO.

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