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Cultura Cabo-verdiana mais pobre: Morreu a pintora Luísa Queirós 23 Junho 2017

A cultura cabo-verdiana ficou mais pobre, com a perda daquela que foi um uma das mais conceituadas artista plástica deste arquipélago. Luísa Queirós, faleceu ao princípio da tarde desta quinta-feira, no Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, vítima de doença prolongada e depois de hospitalização que durou duas semanas. O seu corpo vai ser dado à terra esta tarde de sexta-feira a partir das 16:00.

Cultura Cabo-verdiana mais pobre: Morreu a pintora Luísa Queirós

O corpo de Luísa Queirós estará em câmara ardente no salão fúnebre da Agência Funerária Freitas e Fortes, na rua do Coco, a partir do meio-dia de sexta-feira, e o funeral parte dali às 16:00 para o cemitério da cidade de Mindelo.

Natural de Lisboa, onde nasceu em 1941, e esposa do também artista plástico cabo-verdiano Manuel Figueira, Luísa Queirós e o marido residiam no Mindelo desde 1975.

Em 1964 concluiu o Curso de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa como estudante bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian.

Entre 1964 e 1977 leccionou Educação Visual em Lisboa e S. Vicente, sendo que em 1976 participou na criação da Cooperativa Resistência, no Mindelo, onde iniciou a sua actividade como tecelã.

Em 1978 participou na criação do Centro Nacional de Artesanato, onde leccionou tecelagem, tapeçaria e batik.

Desde os anos 1970 tem-se distinguido como criadora de marionetes, ilustradora de livros, revistas e capas de discos. Em 1992 criou a Galeria ” Azul+Azul=Verde” com Bela Duarte.

Luísa queirós realizou, desde 1970, perto de dezena e meia de exposições individuais e participou em mais de vinte exposições colectivas, em Cabo-Verde, Portugal, América Latina e Europa, estando a sua obra representada em várias colecções públicas e privadas.

Governo manifesta pesar pela morte da artista

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas lamentou hoje a morte da artista plástica Luísa Queirós, esta tarde no Mindelo, São Vicente, e endereçando, em nome do Governo, condolências aos familiares e amigos próximos.

Em comunicado de imprensa, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, declarou que foi com “enorme pesar” que tomou conhecimento do falecimento da artista plástica Luísa Queirós, hoje, no Mindelo.

Reconhece Luísa Queirós como uma “figura incontornável” da história das artes plásticas cabo-verdiana, uma artista com “grande perícia técnica, uma investigadora, detalhista e portadora de um imaginário que não só recria Cabo Verde”, como também “aumenta o imaginário cabo-verdiano” através de “figuras de histórias únicas”.

“Cabo Verde acaba de perder uma das suas figuras mais relevantes na cultura/artes plásticas. Luísa Queirós foi uma das fundadoras do Centro Nacional do Artesanato junto de uma geração brilhante de artistas, incluindo o esposo, uma pedagoga por toda a sua vida”, frisou.

O governante afirmou que este é um momento de consternação e apela para que toda a nação renda uma “homenagem a esta figura, estudando e preservando” a sua obra.

Também o colectivo do Asemanaonline , de que foi leitora assídua e colaboradora, aproveita para apresentar as suas sentidas condolências à família enlutada.

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