ECONOMIA

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Dados do BCV mostram aceleração do ritmo de crescimento em Fevereiro 07 Abril 2015

O indicador de procura interna divulgado pelo Banco de Cabo Verde mostra um ritmo de crescimento económico mais acelerado nos dois primeiros meses deste ano. O indicador de formação bruta do capital fixo (FBCF) refere que esta aceleração reforça a tendência de recuperação, exibindo alguma estabilização no crescimento desde Novembro 2014.

Dados do BCV mostram aceleração do ritmo de crescimento em Fevereiro

O dinamismo deste índice é suportado pelos aumentos das importações de bens de construção e equipamentos, movidos por investimentos do sector público e externos. As condições de financiamento internas continuaram a evoluir negativamente para o sector privado nacional, enquanto a nível externo os indicadores dos mercados financeiros do Euro continuaram a apresentar uma ligeira atenuação das restrições.

Segundo o BCV, o indicador de consumo manteve a tendência de recuperação que vinha evidenciando desde finais de 2014, suportado pelo consumo de bens duradouros. A manutenção de um cenário de contracção dos preços no consumidor favoreceu o poder de compra das famílias, contudo, a queda das remessas de emigrantes terá exercido um efeito atenuador na propensão a consumir dos particulares no período.

O indicador de procura externa acentuou a tendência de deterioração, com o contínuo aumento das importações de mercadorias, a persistente redução das receitas do turismo e a queda das exportações de mercadorias. Os preços no consumidor mantiveram-se em deflação. Após ter registado em Janeiro, pela primeira vez desde Março de 2014 valores positivos (0,1por cento), a inflação homóloga baixou para -0,2 por cento, influenciada pelos preços dos combustíveis.

As pressões sobre os preços no consumidor ficaram a dever-se ao contributo mais negativo da componente dos produtos energéticos do IPC (-13,2 por cento), em consequência da recente queda dos preços internacionais do petróleo que se reflectiu na redução dos valores das classes dos transportes (em cinco por cento) e de rendas de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis (-3,9 por cento).

Apesar de não terem compensado a queda dos preços dos produtos energéticos, as pressões inflacionistas nas classes não energéticas intensificaram-se, tendo-se manifestado em contributos positivos de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (0,6 porcento). Também regista-se contributos das classes acessórios, equipamento doméstico e manutenção da habitação (4,2 por cento), lazer, recreação e cultura (1,8 por cento) e hotéis, restaurantes, cafés e similares (1,8 por cento).

O indicador de consumo manteve a tendência de recuperação que vinha evidenciando desde finais de 2014, suportado pela evolução de bens duradouros. A manutenção de um cenário de contracção dos preços no consumidor favoreceu o poder de compra das famílias, contudo, a queda das remessas de emigrantes terá exercido um efeito atenuador da propensão a consumir dos particulares no período.

Diminuição receitas do turismo

As receitas de turismo captadas pelos bancos registaram uma diminuição na ordem dos 19,1 por cento, não obstante o aumento da capacidade da oferta e dos preços no sector. Constrangimentos de ordem estrutural (infra-estruturas, carga fiscal e diversificação da oferta), que limitam a capacidade dos operadores nacionais competirem com outros mercados, poderão estar a contribuir para estes resultados.

Por seu turno, as exportações de mercadorias mantiveram a tendência de queda iniciada em Dezembro passado, devido à redução das exportações de pescado. A redução das exportações estará a reflectir, sobretudo, o efeito de base de um aumento extraordinário de produtos do mar exportados em igual período do ano anterior, revertendo a procura externa para os níveis normalmente registados nesse período.

As transferências evoluíram positivamente, impulsionadas pelos donativos ao Estado de Cabo Verde para apoio às vítimas da erupção vulcânica. As transferências oficiais aumentaram 89,9 por cento em Fevereiro, mantendo a tendência de recuperação iniciada em Dezembro. Já as remessas dos emigrantes em divisas diminuíram 2,3 por cento.

Este decréscimo deveu-se, sobretudo, a quebra no envio de dinheiro dos emigrantes residentes em França (7,7 por cento), Estados Unidos (6,9 por cento) e Países Baixos (4,8 por cento) , não obstante as melhorias no mercado de trabalho e na actividade económica registadas nesses países e a apreciação do dólar dos Estados Unidos.

Na balança financeira, as informações provisórias disponíveis sugerem a manutenção da tendência de recuperação do investimento directo estrangeiro iniciada em Setembro de 2014. Os influxos do IDE aumentaram cerca de 7,5 por cento, especialmente impulsionados pelos investimentos de emigrantes, uma vez que as acções e outras participações e os investimentos imobiliários diminuíram no período.

Por sua vez, os desembolsos líquidos da dívida pública externa diminuíram (75,8 por cento). Reflectindo a evolução das balanças Comercial e financeira, o crescimento das reservas internacionais líquidas do país registou um forte abrandamento. Assim, a 28 de Fevereiro as reservas fixaram-se nos 48.401,61 milhões de escudos, permitindo garantir 5,3meses da importação projectada para 2015.

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