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Danos no Furo de Ribeira da Caibros preocupam agricultores de Fajã de Maurícias 06 Novembro 2016

Os danos provocados pelas cheias de Setembro no sistema de bombagem da água de Ribeira de Caibros para a zona de Fajã de Maurícias do Vale da Ribeira Grande, Santo Antão, que se registou há mais de um mês, estão a preocupar os agricultores locais. Falam de "morte lenta" das suas plantações por falta de água.

Danos no Furo de Ribeira da Caibros preocupam agricultores de Fajã de Maurícias

Em declarações ao asemanaonline, o presidente da comissão de gestão da água de Fajã de Maurícias, João do Rosário Gomes, disse que os agricultores compreendem a situação, porque contra a “força da natureza não há resistência”. Só que há já mais de um mês que a bomba e a casa que a protegia foram arrastadas pelas cheias e ainda não se vislumbraram uma solução para o problema.

“As altas temperaturas do mês de Outubro até essa data, estão a contribuir para a morte lenta das nossas plantações de milho, batatal, mandioca, cana sacarina e bananeira. Os serviços regionais do MAA ajudaram-nos recuperar água de uma nascente local, mas secou antes de 24H00. Por isso, a sementeira hortícola ainda não feita. Não temos água”, esclarece.

Por outro lado, diz o representante dos agricultores de Fajã de Maurícias, há outra situação que está a lhes preocupar. É que os postos de trabalhos garantidos pelas actividades agrícolas na zona estão suspensos e esses trabalhadores são, na maioria, chefes de família. Por isso, apela a quem de direito para lhes ajudar solucionar o problema e evitar o pior.

Contactado por este diário digital, o delegado regional do “MAA”, Orlando Jesus Delgado, disse lamentar a situação. Mas desdramatizou a preocupação desses agricultores, alegando que não é possível resolver em um mês e poucos dias todos os estragos causados pelas cheias de Setembro nos sistemas de captação de água para rega, em particular, na Ribeira Grande.

“O Governo já declarou, oficialmente, que vai disponibilizar 750 mil contos para resolver os problemas causadas pelas cheias de Setembro em Santo Antão. Até essa verba ser desbloqueada, estamos no terreno com os agricultores lesados e já resolvemos alguns problemas pontuais. No caso de Fajã de Maurícia, já recuperamos água de uma nascente local e os agricultores estão a regar as suas plantas, de acordo as disponibilidades”, esclarece.

Os trabalhos de recuperação do furo do Vale de Caibros, de onde se bombeia a água para Fajã de Maurícias e que foi danificado por essas cheias, segundo o Delegado Regional do “MAA”, já iniciaram. A zona já foi desentupida e estão a criar condições para saber se não entraram pedras no furo.

MN

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