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Debate sobre ambiente de negócios na AN: PAICV denuncia indícios de negociatas na privatização da TACV, PM acusa partidos da oposição de serem contra ao capital estrangeiro 30 Maio 2017

O debate sobre o ambiente de negócios introduzido pela bancada do MpD na sessão plenária da Assembleia Nacional, que arrancou hoje (29) na Capital, acabou por centrar no caso da reestruturação e privatização da TACV. A discussão atingiu o seu clímax com o PAICV, na voz do parlamentar Nuías Silva, a denunciar fortes indícios de negociatas no processo e o governo, através do Primeiro-ministro, a acusar o PAICV e a UCID de serem contra a investimentos estrangeiros em Cabo Verde.

Debate sobre ambiente de negócios na AN: PAICV denuncia indícios de negociatas na privatização da TACV, PM acusa partidos da oposição de serem contra ao capital estrangeiro

A novidade foi a denúncia de Nuías Silva de que o governo recusa a fornecer todos os dados relativos à entrada do Estado (49%) na capital social da Binter e que «há fortes indícios de negociatas no processo».

Silva, que é também vice-presidente do PAICV, (ver ainda a declaração da líder Janira Hopffer Almada nesta edição), lembra afinal que a maior parte dos passivos -12 milhões de dívidas acumuladas pela companhia de bandeira - é da responsabilidade dos Governos do MpD. Precisa que em 2000, o governo do PAICV herdou à volta de 5 milhões de dívidas do então executivo do MpD. Que essas dívidas, somadas com os mais de 2 milhões de 2016 – da responsabilidade do actual governo de Ulisses Correia e Silva – ultrapassam os 7 milhões de contos. Uma quanta superior à metade dos actuais 12 milhões de passivos da TACV.

Respondendo aos vários questionamentos, o Primeiro-ministro (ver peça nesta edição) replicou que foi o governo do PAICV que liquidou a TACV com os 12 milhões de passivos e a intromissão grosseira na sua gestão. Ulisses Correia e Silva questionou que, tanto o PAICV como a UCID, tem problemas ideológicos com o capital estrangeiro e com isso tentam meter medo às pessoas com a alegada venda do país. O PM fundamentou que o mau patriótico é aquele que dá cabo ao património do país, como é o caso da TACV.

Já o líder da UCID contestou as afirmações do chefe do governo, replicando que o seu partido, que surgiu na diáspora, não é contra ao investimento estrangeiro no país, desde que seja feito de forma legal e no interesse do país. «A solução que o actual Governo encontrou – de fazer a TACV sair das rotas domésticas – é a pior», fundamentou António Monteiro, para quem todos os governos – do MpD e do PAICV – são responsáveis pela má gestão da TACV.

Entretanto, o dossier TACV voltará, nesta quarta-feira, ao parlamento com um debate de urgência, proposto pela bancada do PAICV, o maior partido da oposição cabo-verdiana.

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