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Democratas ganham Alabama: derrota maior para Donald Trump 13 Dezembro 2017

O candidato democrata ao Senado pelo estado do Alabama, Doug Jones, foi eleito no bastião republicano, no pleito que teve lugar esta terça-feira, 12. É um marco histórico esta vitória contra o favorito de Trump, o republicano Roy Moore acusado de abuso sexual sobre menores.

Democratas ganham Alabama: derrota maior para Donald Trump

O democrata Doug Jones duma assentada vence o republicano Roy Moore e retira ao presidente Trump um precioso assento na câmara alta do Congresso dos Estados Unidos. Agora o partido no poder tem apenas 51 dos 100 lugares.

Eleito para ocupar no Congresso o lugar deixado vago quando Jeff Sessions assumiu a tutela da Justiça, Jones inflige uma derrota tanto mais sensível quanto esta ocorre no momento decisivo para a votação, no Congresso, do importante ponto do programa presidencial que é a redução de impostos.

O ex-magistrado ultraconservador Moore era o favorito do bastião republicano — curiosamente, Trump na primeira volta apoiara Luther Strange que veio a ser derrotado por Moore — até que vieram à superfície acusações de abuso sexual sobre menores. As vítimas contaram como há décadas se envolveram em termos sexuais com o então trintão Moore. Uma delas contou que tinha 14 anos de idade quando se envolveu com Moore, então procurador do Alabama, com 32 anos, em 1979.

A contagem dos votos deu a Doug Jones 49,5% contra 48,8% para Roy Moore. Semanas antes, os Democratas tinham averbado importantes vitórias nas eleições para governadores e cargos locais.

“O cerne desta eleição foram a dignidade e o respeito”, declarou o vitorioso Jones. Antigo procurador federal, o democrata tornou-se conhecido por, na reabertura do caso nos anos 90, ter conseguido condenar, já em 2001 e 2002, os membros do Ku Klux Klan que nos anos 60 incendiaram uma igreja, causando a morte de quatro crianças.

“O Alabama esteve na encruzilhada”, mas “esta noite, escolheu o caminho certo”, disse aos seus apoiantes no discurso da vitória em Birmingham, a maior cidade do estado do Alabama.

Trump: Vitória é vitória

O presidente Trump lançara-se dum modo muito pessoal na campanha de Roy Moore, ao apelar “à lealdade dos republicanos para eleger o homem escolhido e prosseguir as reformas em curso” do programa presidencial. Apelo vão, já que a grande maioria dos representantes republicanos retirou o seu apoio a Moore.

Mas foi com um ‘tweet’ magnânimo que o presidente derrotado saudou a vitória democrata: “Parabéns por esta vitória disputada com dureza, mas vitória é vitória”, escreveu na mensagem dirigida a Doug Jones.

“As gentes do Alabama são formidáveis e devem dar a próxima vitória aos republicanos”, completou Trump, sem dirigir uma única palavra ao seu candidato Roy Moore.

Euforia entre os Democratas, 25 anos depois

É o fim da travessia iniciada em 1992, última vez que o partido democrata elegeu um senador neste histórico estado sulista, a vitória está a ser acolhida por uma onda de euforia.

“O país não esquecerá que o Alabama votou pela esperança, enquanto que Trump bandeou para os lados dum suspeito de agressão sexual a crianças que quis fazer regredir a América”, escreveu o senador democrata Chris Van Hollen.

“Vocês não podem pretender que são o partido dos valores da família e ao mesmo tempo aceitar homens ignóbeis como Roy Moore", concluiu o presidente do partido democrata, Tom Perez.

O marco histórico obtido por Doug Jones esta terça-feira dá asas ao partido da oposição, que em novembro transato obteve diversas vitórias no país. Como exaltou Hillary Clinton: “Se os Democratas podem ganhar no Alabama, podemos e devemos concorrer em todos ”.

Estratégia de Bannon “perdeu o estado mais vermelho”

À medida que iam avançando as alegações contra Roy Moore, acusado de abuso sexual sobre menores, o campo republicano ia abandonando o candidato, mas Donald Trump — aconselhado por Bannon (agora apenas ‘estratega de facto’) — persistiu em apoiar o que considerou ser o candidato com mais chances de conservar o reduto republicano do Alabama e com isso melhorar as perspetivas para ter adotada a grande baixa de impostos que está para ser em breve discutida no Congresso.

Fontes: AFP, Lexpress.fr, Washington Post

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