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Demolição do ex-Consulado Inglês no Mindelo: Líder do Sokols 2017 denuncia tratar-se de um acto criminoso 24 Outubro 2017

O Movimento Cívico Sokols 2017 contestou, hoje (23), em conferência da imprensa realizada no Mindelo, a demolição do edifício onde funcionava o antigo Consulado Inglês, que fica nas proximidades do bloco habitacional onde opera neste momento a AMP e a Rádio Nacional. O porta-voz Salvador Mascarenhas disse tratar-se de «um acto criminoso» e deu 24 horas à Câmara e ao Governo da República para se pronunciarem sobre a medida em causa.

Demolição do ex-Consulado Inglês no Mindelo: Líder do Sokols 2017 denuncia tratar-se de um acto criminoso

Conforme a mesma fonte, com essa medida pretende-se disponibilizar esse espaço onde funcionava o referido edifício histórico para a construção de um Hotel. «Tendo em conta que ao abrigo do disposto nos artºs 9º e 10º da Lei nº102/III/90, de 29 de Dezembro e nos termos do nº2 do artº265 da Constituição, o Governo pela Resolução nº6/2012 de 31 de Janeiro, classificou o Centro Histórico do Mindelo como Património Histórico e Cultural Nacional e tendo o Senhor Primeiro Ministro, Dr. Ulisses Correia, declarado muito recentemente que o Centro Histórico do Mindelo tinha que ser preservado, o Movimento Sokols 2017 pede e espera um pronunciamento do Ministério da Cultura num prazo de 24HOO sobre esta obra».

Para o Sokols, trata-se de um acto de gestão cerimoniosa praticada pela actual Câmara de Augusto César Neves. «Estamos perante um acto de gestão criminosa e muito grave praticado pela Câmara Municipal de São Vicente, em prejuízo do interesse público e colectivo, de São Vicente e de Cabo Verde e de outros povos, sobretudo dos Ingleses que durante mais de um século impulsionaram o desenvolvimento económico desta ilha, deixando um legado muito importante na indústria, na arquitectura, no desporto, na cultura e nos hábitos de vida das populações».

É que, segundo fundamenta o líder Salvador Mascarenhas, entram e saem Governos e Câmaras, mas a situação continua cada vez pior. «Por isso, os nossos monumentos históricos, um a um, vão sendo destruídos de acordo com os interesses económicos e eleitoralistas de uma minoria», denuncia.

O Movimento Cívico ameaça entrar com uma acção judicial para embargar a obra onde funcionava o edifico agora demolido, que em 1870 já era Consulado Inglês. Tudo por considerar que «a Câmara Municipal de São Vicente e o Governo estão a agir contra os interesses de Cabo Verde e a comprometer toda uma actividade turística e cultural à volta do património histórico de São Vicente, que podia gerar muitas centenas de postos de trabalho».

Na esperança de poder preservar ainda o património em causa, o líder do Sokols termina a sua comunicação, apelando à luta de todos os vicentinos contra essa medida da Câmara Municipal e do Governo de Ulisses Correia e Silva. «Terminamos com um apelo ao redobrar da luta, à mobilização da opinião pública, à condenação da política dos Governos e Câmaras Municipais que, perante determinados interesses, não têm tido escrúpulos em comprometer a vida e a importância do nosso património histórico», pontua Salvador Mascarenhas.

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