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Descaso das autoridades deixa praias do Tarrafal sem bandeiras e salva-vidas 25 Janeiro 2016

As praias do Tarrafal de Santiago, que por causa do mar revolto constituem um perigo para os banhistas, estão sem bandeiras de sinalização e salva-vidas. O responsável local dos Serviços dos Bombeiros, José Arnaldo Rocha, é um homem preocupado e diz que não poder fazer nada — por falta de meios. Rocha responsabiliza as autoridades competentes pela situação “caótica” porque, afirma, insistem num “braço de ferro”, não se importando com a segurança daqueles que procuram as praias desse concelho durante o ano inteiro, principalmente os turistas de várias partes do mundo.

Descaso das autoridades deixa praias do Tarrafal sem bandeiras e salva-vidas

O responsável pelos Serviços dos Bombeiros informa que, por estes dias, o mar está muito agitado - um autêntico perigo para as pessoas que continuam a procurar as praias para o banho, incluindo os turistas. José Arnaldo Rocha salienta que desde o Verão as praias estão a descoberto, sem bandeiras de sinalização e sem salva-vidas. Isso quando se sabe que as praias do Tarrafal são procuradas durante o ano inteiro.

José Arnaldo Rocha assegura que, da parte da entidade que dirige, não adianta colocar as bandeiras porque não há salva-vidas nas praias para informar os visitantes se podem ou não entrar no mar."Fomos obrigados a retirar as bandeiras porque sempre que as colocávamos as pessoas que ficavam chateadas por não haver salva-vidas as destruíam”, lamenta aquele responsável.

Rocha lamenta que, perante esta situação, não pode fazer nada. Entretanto, a Câmara Municipal tem colocado salva-vidas nas épocas mais altas por forma a garantir a segurança dos banhistas. Contudo, o braço de ferro, relativamente a atribuição da responsabilidade de assegurar a presença dos salva-vidas nas praias continua entre a edilidade e a Agência Marítima e Portuária, onde a Câmara alega não terem verbas para o efeito.

No entender de José Arnaldo Rocha, cabe à AMP garantir segurança aos banhistas e colocar salva-vidas nas praias do país durante o inteiro. “É de lembrar que é a AMP que cobra impostos aos pescadores. Mais: a lei diz que toda a orla marítima - 80 metros a partir das praias - é da gestão própria AMP. Portanto, deve ser ela a colocar salva-vidas nas praias”, sublinha Rocha, dizendo que "ninguém quer assumir a sua responsabilidade".

O chefe do Serviço dos Bombeiros do Tarrafal relembra que, por altura da tragédia do afogamento que envolveu um professor e dois estudantes numa das praias do concelho, os responsáveis da Agência Marítima e Portuária prometeram recrutar e formar salva-vidas, mas nunca mais se falou no assunto.

E há dias um turista esteve quase a perder vida no mar, mas foi salvo graças ao apoio de um pescador. Por isso, José Arnaldo Rocha alerta às autoridades competentes para fazerem um esforço para pensarem na segurança das pessoas e assim evitar mais mortes nas praias do concelho, que tem o turismo com um dos seus principais atractivos.

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