POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Desemprego deverá dominar debate do Estado da Nação 31 Julho 2014

A sessão plenária de Julho do Parlamento é sinónimo de debate de Estado da Nação. Não é difícil adivinhar que o PAICV, partido que suporta o Governo, vai apresentar um país que se está a desenvolver. Já a oposição, sobretudo o MpD, elegeu o desemprego como tema principal deste debate, que promete aquecer os ânimos.

Desemprego deverá dominar debate do Estado da Nação

É o primeiro Estado da Nação após a realização do Fórum Nacional sobre a Agenda de Transformação para Cabo Verde, que serviu parra planear o país próspero e desenvolvido que todos almejamos no horizonte de 2030. O Governo deverá, por isso, reafirmar a sua perspectiva de governação para os próximos tempos e insistir na necessidade de um amplo consenso nacional para atingir este desígnio.

O PAICV continuará a bater na tecla da retoma económica e reforçar o apelo aos consensos, sobretudo depois do fracasso da reunião de Concertação Social e de as partes - sindicatos, patronato e governo - terem adiado as negociações para Outubro.

O partido que sustenta o Governo defende, na voz do seu líder parlamentar, Felisberto Vieira, que não obstante a crise, Cabo Verde está estável, a avançar e a responder positivamente aos efeitos da crise. "O importante é que o país está a crescer não obstante ser num ritmo anémico". “Uma nação confiante, optimista e com grande auto-estima, apresar das dificuldades" defende o PAICV.

A oposição, principalmente o MpD, deverá, por seu lado, centrar a discussão na economia, desemprego e segurança.

O mote foi dado pelo líder ventoinha, Ulisses Correia e Silva, que antecipa que o partido está preocupado com a situação do país. Para o presidente do maior partido da oposição, "qualquer governo deve ser avaliado em função de diversos factores e um deles é o emprego".

"O menor crescimento económico de Cabo Verde e uma das maiores taxas de desemprego de sempre" critica Correia e Silva reforçando que o país está "estruturalmente mais frágil e conjunturalmente com problemas muito graves”.

“Chegamos ao final da agenda de transformação mas constatamos que não temos um país menos dependente do exterior, não somos capazes de exportar, atrair investimentos e fazer crescer a economia para se tornar sustentável", aponta o líder do MPD.

Este debate sobre o Estado da Nação deverá igualmente ser o “click” esperado para as reformas no governo que o chefe do executivo, José Maria Neves, proclamou mas que ainda não se viu. Ou seja, a remodelação do Governo que poderá acontecer após este Estado da Nação.

O debate sobre o Estado da Nação fecha a última sessão plenária deste ano parlamentar. A reentré acontece em Outubro.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau