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Projecto “ajuda humanitária de urgência às famílias afectadas pela erupção” termina em Março:Deslocados de Chã das Caldeiras inquietos com o incumprimento das promessas do Governo 30 Novembro 2017

A data limite para o término do projecto “ajuda humanitária de urgência para a restauração dos meios de existência e aumento da resiliência das famílias afectadas pela erupção vulcânica” de Chã das Caldeiras do Fogo foi fixada para a primeira quinzena de Março de 2018. Inquietos pela situação por que passam, os deslocados da única zona ao sopé do pico activo da ilha avisam esperar que o prazo em apreço seja cumprido impreterivelmente, tendo em conta as várias promessas do Governo de Ulisses Correia que continuam somente no papel.

 Projecto “ajuda humanitária de urgência às famílias afectadas pela erupção” termina em Março:Deslocados de Chã das Caldeiras inquietos com o incumprimento das promessas do Governo

A estipulação do prazo referido foi determinada, segundo um despacho da Inorforpess, durante a visita que uma equipa do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), entidade financiadora do programa, efectuou, na semana passada, aos diferentes projectos.

Desiludidos com as várias promessas do Governo da República ainda não cumpridas, os deslocados da aldeia ao sopé do vulcão não escondem a sua inquietação sobre o atraso registado na implementação dos vários projetos anunciados.Por isso, vão avisando que estão atentos quanto ao cumprimento da data limite para o término do projecto “ajuda humanitária de urgência para a restauração dos meios de existência e aumento da resiliência das famílias afectadas pela erupção vulcânica&#8221.

O delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) do Fogo anuncia, no entanto, que já foram celebrados contratos com as empresas selecionadas para implementar as acções, assim como o prazo para a conclusão das diferentes actividades.

Quanto à actividade relacionada com adução de àgua no município de São Filipe, Jaime Ledo revela à Inforpress que, desde furos para reservatório e deste para as parcelas, foi celebrado contrato com a empresa Elevolution no valor de 21.337 contos, sendo que a empresa tem um prazo de quatro meses para executar os trabalhos.

Já para os Mosteiros o contrato, no valor de 8.112 contos, foi celebrado com empresa Luís Frazão que, igualmente, tem um período máximo de quatro meses para concluir os trabalhos.

No que se refere ao equipamento do furo de Chã das Caldeiras e o sistema de adução de água à população, avança a agência cabo-verdiana de notícias que o contrato, no valor de 8.925 contos, foi celebrado com a empresa Constur. Esta tem um período de dois meses para concluir os trabalhos, o que pressupõe que até o final de Janeiro o problema de abastecimento de água à população de Chã deverá ficar definitivamente resolvido.

Ainda no quadro do mesmo projecto foi celebrado um contrato com a empresa alemã GITEC IGIP GMBH, no valor de 270 mil e 400 dólares para o fornecimento de bombas solares, o que deverá acontecer até a primeira quinzena de Março próximo.

Ainda segundo o delegado do MAA citado pela Inforpress, as três bombas para São Filipe e duas para os Mosteiros foram adquiridos no quadro de outros contratos já celebrados.

Resta agora esperar pelo cumprimento do prazo mencionado, porquanto a maioria da população de Chã das Caldeiras já não acredita no Governo de Ulisses Correia e Silva. Daí os vários protestos de rua já realizados, lembra um dos conhecedores da situação das gentes de Chã.

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