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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Destaques do Jornal A Semana nº 1173 06 Fevereiro 2015

Burlas ao Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) voltam a fazer manchete no A Semana. O Jornal anuncia que Ministério Público acaba de deduzir acusação formal contra 11 pessoas supostamente envolvidas num esquema de falsificação de documentos e burla agravada ao INPS. Dessa lista de alegados burlões constam directoras clínicas e funcionárias de três farmácias da Praia – Avenida, Moderna e Central -, que terão executado um plano fraudulento com centenas de receitas, facturas e recibos falsos em parceria com quatro médicos cubanos. Os prejuízos rondam o milhão e meio de escudos. As chefias e funcionárias das farmácias que foram constituídas arguidas vão aguardar o desenrolar do processo sob Termo de Identidade e Residência (TIR). Mas os médicos cubanos já não estão em Cabo Verde.

Destaques do Jornal A Semana nº 1173

Também merece chamada de primeira página a notícia de que o Governo está a trabalhar para recompor o Conselho de Administração e o Conselho Directivo do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) na segunda quinzena deste mês de Fevereiro. Tal como A Semana noticiou em primeira mão, José Maria Veiga será o novo PCA. Novidades também a nível do Conselho Directivo que já vai dar assento aos representantes dos parceiros sociais - sindicatos e o patronato -, garantindo assim uma governação tripartida do INPS.

Numa outra rubrica, fica-se a saber que a Bolsa de Valores mobilizou 59.147.427.914$00, montante que equivale a 36% do PIB, e pagou uma taxa de juro nominal de 6,9% – valor que traduz uma variação positiva de 7,2% face ao período homólogo do ano transacto. Estes dados surgem numa altura em que se aventa a possibilidade de o Estado privatizar a BVC.

Ainda, a CV Telecom contribui em 6 anos com 17 milhões de contos para Orçamento do Estado. A Semana foi investigar o que representa esta que é uma das maiores empresas do país em termos de emprego e garantias financeiras perante as nuvens de incerteza que pairam sobre o futuro da CVT, com os rumos impostos pela Portugal Telecom desde que vendeu a sua participação no capital social da operadora, rompendo assim com uma parceria estratégica de quase 20 anos.

O director-central do departamento de Investigação Criminal e director-adjunto da Polícia Judiciária vai gerir os Serviços de Informação da República. Paulo Rocha substitui no cargo António Nascimento, que volta à carreira diplomática. Adivinham-se mudanças de fundo no modus operandi do SIR, cujo papel na antecipação e prevenção de várias ameaças à segurança nacional, os cabo-verdianos vêm pondo em causa nos últimos tempos.

Na Boa Vista, oito famílias do programa Casa para Todos em Sal-Rei estão a exigir à IFH – empresa Imobiliária Fundiária e Habitat - e ao Governo benefícios equiparados aos atribuídos a uma segunda vaga de moradores do condomínio Bom Sossego Trás, que adquiriu as moradias no sistema de venda directa. O grupo recorreu ao sistema bancário para financiar apartamentos da classe-B, mas agora sente-se prejudicado frente à alternativa apresentada pela IFH aos novos inquilinos. O problema é que as oito famílias assumiram elevadas prestações com o Novo Banco – enquanto os outros compradores pagam rendas resolúveis muito mais baixas à imobiliária estatal – pelo que exigem uma descida dos juros bancários, como compensação.

Kriolidade antecipa o Carnaval e diz que operadores, jornalistas de revistas especializadas em viagens e turismo, canais de televisão de França, Portugal, Angola, Suíça, Espanha e Inglaterra vão este ano invadir a Festa do Rei Momo de São Vicente. Roçam as duas dezenas de convidados do Ministério do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial (MTIDE) que juntou vários parceiros para, desta forma, colocar o Carnaval de São Vicente no roteiro turístico internacional.

Também mostra que os grupos estão a trabalhar a todo vapor para brilhar nas ruas do Mindelo. Cruzeiros do Norte, Vindos do Oriente, Flores do Mindelo e Monte Sossego entraram numa corrida contra o tempo, enquanto vão contando os tostões – tudo para reinventar a festa do Rei Momo. A Câmara já garantiu 500 contos dos mil que prometeu, e o Ministério da Cultura 100, mas já gastaram. Faltam os apoios de empresas e outros mecenas, mas os grupos dizem que, além de insuficientes, esses fundos costumam chegar em cima da hora. Resta-lhes o poder da criatividade para encher as ruas de folia.

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