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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Destaques do jornal A Semana nº 1250 07 Outubro 2016

A transição conturbada do poder na Câmara da Boa Vista é o destaque principal desta edição do jornal A Semana, que já está nas bancas. Diz o jornal que o processo está a ser tudo menos pacífico. Há já, inclusive, uma queixa na Procuradoria da República e uma outra na Repartição das Finanças, visando um assessor do presidente cessante, José Pinto Almeida, por alegada queima de arquivos camarários. Mas a história vai além: não obstante a tomada de posse ter acontecido no dia 30 de Setembro, Pinto Almeida só entregou a pasta na manhã de terça-feira, 04. Ou seja, «Djaiss» era, até à tarde do mesmo dia, um presidente sem as chaves do próprio gabinete. Mais: há também acusações de que José Pinto Almeida levou materiais da Câmara, que colocou depois num armazém privado.

Destaques do jornal A Semana nº 1250

Na Política, faz o rescaldo da Eleição Presidencial, onde analisa as diversas nuances deste processo, destacando Jorge Carlos Fonseca como o vencedor, logo à primeira volta, com 74%, que correspondem a 92.129 dos votos expressos, confirmando aquilo que já era esperado. Com o apoio do MpD, e beneficiando da notoriedade de ter sido Presidente durante cinco anos, diz que JCF partiu em vantagem. Fez a corrida “quase que sozinho”, porque os outros candidatos, Joaquim Jaime Monteiro, que concorreu pela segunda vez a PR, e Albertino Graça, um estreante na disputa do cargo de Mais Alto Magistrado da Nação, não mostraram suficientemente fortes nem tão-pouco tiveram uma estrutura partidária a apoiá-los. Jorge Carlos Fonseca abocanhou 92.129 votos mas, se se comparar este score com o número de eleitores, Zona foi eleito por apenas 35,7% do eleitorado cabo-verdiano. A grande maioria, 64,3%, optou por não votar. Apesar disso, não se pode tirar a legitimidade da sua reeleição.

Num outro registo, diz que o futuro da liderança do PAICV vai ao Conselho Nacional, que reúne-se nos dias 15 e 16 deste mês, na Praia. É que, na sequência do desaire sofrido nas autárquicas de 4 de Setembro, a presidente Janira Hopffer Almada colocou o cargo à disposição, o que gerou movimentações no terreno, com três grupos a posicionar para disputar a liderança da maior força da oposição. Um deles é encabeçado pelo sociólogo Júlio Correia, que já manifestou a sua intenção de disputar a chefia dos tambarinas. Outro movimento alternativo tenta empurrar o também sociólogo Arnaldo Andrade para participar na corrida. Já o terceiro grupo alinha com a actual líder JHA, que dá sinal de querer relegitimar-se junto das bases. Tudo indica que o processo culminará com as “directas” e um congresso extraordinário que elegerá os novos órgãos nacionais.

O jornal chama também para a Actualidade uma denúncia de 50 estudantes, que acusam a Câmara de S.Filipe, que foi liderada pelo ex-presidente Luís Pires, de um «calote» de mais 2 mil contos a universidades. Por causa disso, alegam que as suas notas estão congeladas e correm o risco de reprovar ou abandonar os estudos por causa dos pagamentos em atraso.

Da ilha de Santo Antão, chega-nos a notícia de que os estudantes do curso de complemento de licenciatura em Matemática em Ribeira Grande estão revoltados com o Instituto Universitário de Educação (IUE). Afirmam que há quase um ano esperam defender os seus trabalhos de monografia, mas aquele instituto não disponibiliza professores para os orientar. Cansados de esperar, procuraram alguns dos seus professores da ilha das Montanhas para os orientar no trabalho de conclusão do curso, mas os docentes de São Vicente “não aceitaram e tudo voltou à estaca zero”.

A nível económico, retoma a questão da compra de combustível de baixa qualidade, para dizer que a Associação para a Defesa do Consumidor (Adeco) não se surpreendeu. António Pedro Silva garante que a associação que dirige tem alertado e aconselhado os consumidores e já denunciou a situação nos seus programas de rádio e noutras instâncias, quando ocorrem ocasiões propícias. Defende por isso a adopção de medidas principalmente para “regular” a Agência de Regulação Económica (ARE), porque não há transparência nos processos de regulação e os direitos de participação dos consumidores não são respeitados.

Caderno Cultural “Kriolidadi”

Revela que Pascoal Silva, músico cabo-verdiano residente em Portugal, traz este mês para o mercado nacional CDs “Mi é Kriolu” e “Komprumisu”. Fiel ao seu estilo, o artista apresenta temas reggae, no ritmo e na filosofia, cantados sempre em crioulo. Anuncia também, num outro registo, que Grupos Oficiais de Carnaval de São Vicente já enviaram as suas propostas ao Ministério de Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC), pedindo financiamento dos seus projectos para a festa do Rei Momo 2017. A linha de financiamento “Carnaval Factory” insere-se nas medidas do MCIC para incentivar a indústria e profissionalizar o Carnaval. O total de 11. 500 contos, proveniente do orçamento do MCIC, será distribuído aos grupos oficiais do Mindelo (S. Vicente) e da cidade de Ribeira Brava (S. Nicolau).

Caderno Desportivo “Lance”

Abre com a notícia de que o novo presidente da Associação Regional de Boxe de Santiago Sul, Edmilson de Pina, quer ver o boxe crescer na região. Por isso já montou um plano para a sua massificação. Um trabalho que, segundo “Dipina”, como também é conhecido, requer mais investimentos e sintonia com a Federação Cabo-Verdiana de Boxe (FCB) e a Direcção-Geral do Desporto (DGD). Já a Federação Cabo-Verdiana de Karaté está indignada com a Direcção-Geral dos Desportos, que “insiste” em não disponibilizar o montante estipulado no contrato-programa assinado em Julho. Quem o diz é o presidente da FCK, João Correia. Por causa disso, as actividades programadas para 2016 estão bloqueadas.

Radar-Página 7

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