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Detenção de dois dirigentes independentistas leva milhares de catalães a Madrid 18 Outubro 2017

Duzentos mil catalães manifestaram-se em Barcelona e vários milhares dirigiram-se a Madrid para protestar frente ao tribunal onde decorreu o julgamento dos independentistas Jordi Sanchez e Jordi Cuixart. A justiça espanhola, com base em que a Constituição do Reino de Espanha só permite referendos que sejam votados por todos os espanhóis, mandou para a cadeia os dois independentistas esta segunda-feira, 16.

Detenção de dois dirigentes independentistas leva milhares de catalães a Madrid

A justiça espanhola avançou sem contemplações, num momento em que o primeiro-ministro maraiano Rajoy disse estar a procurar uma solução para a crise em que o país mergulhou, desde o referendo da região autonómica que obteve o sim sobre a independência.

Os presidentes das duas associações independentistas catalães, Jordi Sanchez, da Assembleia Nacional Catalã (ANC), e Jordi Cuixart, da ‘Omnium Cultural’, estão em prisão preventiva.

A justiça acusa-os de serem “os principais promotores” dos incidentes que ocorreram a 20 de setembro, em plena campanha para o referendo, quando uma missão policial e judicial foi “retida à força” dentro do edifício do ministério catalão da economia, enquanto efetuava uma busca.

Os agentes da polícia nacional e da guarda civil estiveram cercados toda a noite por manifestantes que, além de danificarem as viaturas, onde estavam armas, formaram uma barreira para os impedir de sair. A representante da missão decidiu, cerca da meia noite, fugir através do telhado para o teatro próximo, onde se infiltrou junto da multidão de espectadores.

Os demais agentes só sairiam quando a polícia catalã, ‘Mossos d’Esquadra’, os foram resgatar a partir das quatro da madrugada.

Para a magistrada, os dois Jordi “incentivaram e dirigiram a ação das pessoas aglomeradas. Instigaram-nas a permanecer nos lugares e disseram-lhes o que deviam fazer. O comportamento dos dois arguidos visou impedir a aplicação da lei”, além de “criar condições para se manter um referendo ilegal para a independência e a proclamação de uma República Catalã”.

O delegado dos ‘Mossos d’Esquadra’, Josep Lluis Trapero, também arguido acabou por sair em liberdade condicional, com a medida de coação de termo de residência e entrega do passaporte.

Fontes: Le Monde, El País.

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