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Director-geral do Turismo e Transportes demite-se do cargo 09 Outubro 2017

O Director Geral do Turismo e Transportes demite-se do cargo. Carlos Jorge dos Anjos alegou “razões de foro pessoal” para a tomada da decisão. Carlos dos Anjos deixa o cargo, cerca de oito meses depois da sua nomeação. O Ministro da Economia e Emprego, José Gonçalves já aceitou o pedido de dos Anjos e está agora a encetar contactos a fim de encontrar um novo timoneiro para comandar a Direcção Geral do Turismo e Transportes.

Director-geral do Turismo e Transportes demite-se  do cargo

Carlos Anjos apresentou ontem,08, o seu pedido de demissão ao ministro José Gonçalves, que comunicou, através da página do Governo, ter aceitado o pedido.

Ao asemanaonline, chegam informações de que Carlos Anjos terá sido "forçado" a pedir demissão. O seu desempenho à frente do Turismo e Transportes era bastante criticado dentro e fora do Ministério da Economia.

Para preencher o vazio deixado com esta decisão repentina, o Ministro da Economia e Emprego enceta contactos no país, a fim de encontrar um “substituto à altura” para ocupar o cargo de “elevada importância para Cabo Verde”, já que o turismo e os transportes constituem sectores cruciais para o crescimento da economia cabo-verdiana.

Aliás, segundo o plano traçado pela Direcção Geral do Turismo, Cabo Verde estima receber 3,15 milhões de turistas até 2030, mas para isso promete remover "alguns obstáculos", ligados sobretudo aos preços dos transportes, infraestruturas, segurança e diversificação das ofertas e dos mercados.

A meta consta das Grandes Opções do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável do Turismo no horizonte 2030, um documento elaborado pelo Governo após serem recolhidos subsídios em várias mesas redondas realizadas em quase todas as ilhas do país.

O plano estratégico, apresentado pelo demissionário Diretor-geral do Turismo, Carlos Jorge Anjos, traça vários cenários para o sector nos próximos anos, mas o Governo pretende focar as medidas no cenário optimista moderado, considerado o "mais provável".

Conforme o documento, Cabo prevê receber 3,15 milhões de turistas até 2030, gerar mais de 30 mil empregos e receitas com a taxa turística a chegar aos 4,4 mil milhões de escudos (40 milhões de euros).

Do total de turistas estimados para entrar até 2030, o plano estratégico, apresentado no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Turismo, prevê que o Sal e a Boavista recebem dois milhões de turistas e as outras ilhas 1,15 milhões.

"Para efeitos de planificação, visando o desenvolvimento do turismo sustentável, as medidas a serem implementadas deverão ser baseadas sobre o cenário otimista moderado, sem prejuízos de se poder ajustar aos outros cenários", afirmava Carlos Jorge Anjos.

No ano passado, Cabo Verde recebeu 640 mil turistas, um crescimento de 15%, e o diretor-geral do Turismo avançou que nos dois primeiros trimestres deste ano foram quase 400 mil.

Carlos Jorge Anjos referiu que, tendo em conta que é no último trimestre do ano que o país contabiliza mais entradas, até final de 2017 possa chegar aos 800 mil turistas.

Em 2021, no final da actual legislatura, o Governo liderado por Ulisses Correia e Silva estima receber 1,14 milhões de turistas.

Para atingir esses números, o Governo promete remover "alguns obstáculos", ligados sobretudo aos preços dos transportes para a mobilidade, infraestruturas e segurança.

Também pretende diversificar o mercado emissor, além de Portugal, Reino Unido, França e Alemanha, que juntos enviam mais de metade dos turistas ao país.

Durante a apresentação do citado plano, o diretor-geral informou que o país já começou a receber turistas da Rússia e da República Checa, mas quer atrair outros mercados, como a China, Brasil, Estados Unidos ou Espanha.

O plano estratégico recomenda, entre outras pontos, que o aumento de turistas no arquipélago tenha benefícios para a população, que as receitas sejam distribuídas de forma equitativa, que hajam incentivos à produção e consumo de produtos locais e que o turismo seja inclusivo.

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