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Dois empresários do Fogo acusam BCA de fraude: Em causa estão mais de 4 mil contos subtraídos indevidamente nas suas contas 26 Janeiro 2018

O comerciante da Cidade de São Filipe, Daniel Barbosa Sena, acusa o Banco Comercial do Atlântico (BCA) de permitir, sem a sua autorização prévia, a mudança do seu endereço na sua conta bancária e dali permitir a subtração de mais de 3 mil contos, que precisava para exercer a sua atividade económica. Também o carpinteiro, José Jorge Mendes Andrade (Palodi), acusa o mesmo banco de permitir subtração de mais de um milhão de escudos da sua conta bancaria. Por aquilo que sabe este jornal, os lesados já colocaram os casos nas mãos de um jurista. Todos estão a ser investigados pelas autoridades judiciais. Foi impossível este jornal saber junto do BCA como pretende resolver esses "imbróglios". O certo é que estes casos podem representar crimes de abuso de confiança.

Dois empresários  do Fogo acusam BCA de fraude: Em causa estão  mais de 4 mil contos subtraídos indevidamente  nas suas contas

Conforme informações apuradas por este jornal, há vários anos, o comerciante, Daniel Barbosa, residente no Bairro de Santa Filomena, é cliente do BCA. Ao longo dos anos, depositava toda confiança no referido banco e raras vezes solicitava um extracto bancário. “Acontece que, no ano de 2017, tendo deparado com algo anormal na sua conta, solicitou um extracto para poder analisar e informar o que terá estado a suceder. Primeiramente, pôde notar a sua conta bancária com um endereço que o mesmo nunca solicitou e nem autorizou, quer pessoalmente, quer por intermédio de pessoas devidamente mandatadas. Notou ainda vários movimentos bancários e foi-lhe subtraído milhares de contos da sua conta”, relata fonte próxima da pessoa lesada.

Ainda segundo informações apuradas por este jornal, Daniel acusa o BCA de autorizar alguns movimentos na conta deste. Fontes deste jornal adiantam que os supostos movimentos aconteceram nos últimos dois anos.

O primeiro levantamento aconteceu, prossgue ele, em novembro de 2016, utilizando cheques avulsos. “Um valor de 502 mil escudos, a favor de terceiro que o Daniel, desconhece. O valor referido, foi levantado na ilha de Santiago, mais concretamente na localidade de Santa Cruz, Achada Fátima. No mesmo dia, ou seja, dia 18 de Novembro de 2016,na Agência de Achada São Filipe-Praia, foi levantado mais 700 mil escudos. Três dias depois, foi subtraído o valor de quatrocentos e oitenta e cinco mil escudos, na mesma agência”, garante a nossa fonte.

Descreve que no dia seguinte, por volta das 8:45mn, na Agência de Achada Santo António Praia, através de um outro cheque, foi levantado “indevidamente” na conta do Daniel o valor de 621.000$00. Igualmente, no dia 24-11-2018, foi subtraído mais um valor de trezentos e oitenta mil escudos. Dos valores levantados, perfaz um total de 2.308.000$00 (dois milhões, trezentos e oito mil escudos).

Segundo a nossa fonte, Daniel garante, “nunca ter emitido os cheques com estes valores a favor de terceiros. Todos os levantamentos supra foram efectuados, sem cuidado prévio do BCA, pois sequer as assinaturas dos cheques coincidiam de perto e nem de longe com a verdadeira assinatura do Daniel, que encontra devidamente registada e reconhecida no registo informático do BCA”.

Ao constatar o sumiço do dinheiro que lhe pertencia por direito, apresentou uma queixa contra BCA para repor o seu valor e apurar as responsabilidades. “O BCA em vez de proceder de forma cuidadosa no pagamento dos cheques, andou no amadorismo profissional, colocando a perder os valores confiados para depósito”, disse indignado a nossa fonte.

Daniel, após de ter conhecimento dos levantamentos feito por terceiros e de forma indevida, solicitou junto da agência do BCA em São Filipe um extracto desde ano 2013 até à presente data, tendo constatado algumas operações que nunca solicitou.
Caso de compras de notas e moedas e vários levantamentos através de cheque, pelo que só neste período, ou seja, de 2013 a 2016, perdeu na sua conta um valor de aproximadamente 1.000.000$00 (um milhão de escudos).

Tendo deparado com a situação de levantamento de dinheiro e de forma indevida, deu conhecimento de tal facto as seu gerente do banco em S.Filipe. sabe no entanto, que o próprio gerente do banco, teria assumido que, “poderá estar por detrás dos levantamentos uma mão criminosa”, daí procedeu com o cancelamento da conta do comerciante.

Porém, passado vários meses, requereu através do seu Advogado o desbloqueio da conta e do valor para poder honrar com alguns compromissos. O que entristece o comerciante é o facto de o BCA não predispor em resolver o problema, impossibilitando o mesmo de fazer as suas compras normais e honrar os seus compromissos.

Desde o ano de 2016, até esta data, Daniel contabiliza a perda de um volume de negócio no valor de mais de três milhões de escudos. Após o sucedido, o comerciante ter-se-ia consultado um advogado para entregar o caso às barras do Tribunal, exigindo que o BCA reponha o seu valor, pagando-lhe ao mesmo tempo uma indemnização por perdas e danos morais, incluindo os lucros cessantes, nos termos legais.

Contactado o Advogado dos clientes lesados Dr. Nilton César Nunes, este invoca o sigilo profissional para não avançar com detalhes, confirmando no entanto que "ambos os processos já estão nos tribunais seguindo os trâmites normais". Mas deixa escapar que sabe da existência de um dos processos a decorrer na polícia judiciária, e, por estar abrangido ainda por segredo de justiça, não quis avançar detalhes.

Entretanto, contamos ouvir a versão do BCA sobre os casos referidos, visto que isto não foi possível no momento do fecho desta edição.

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