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Dossier embaixador político volta à ribalta com a nomeação de Jorge Figueiredo Embaixador em Angola 03 Maio 2017

O polémico caso de embaixador politico volta à ribalta com a nomeação do médico e ex-presidente da Câmara Municipal do Sal, Jorge Figueiredo, como novo embaixador de Cabo Verde em Angola. O anuncio acaba de ser feito pelo Chefe de Estado, Jorge Carlos Fonseca, sob a proposta do Governo de Ulisses Correia e Silva.

Dossier embaixador político volta à ribalta com a nomeação de Jorge Figueiredo  Embaixador  em Angola

«Ontem, (28), por decreto presidencial, e sob proposta do Governo, nomeei como novo embaixador de Cabo Verde em Angola o senhor Jorge Figueiredo», anunciou o Presidente da República na sua página pessoal no Facebook.

Com isso, Jorge Figueiredo, que não é diplomata de carreira, está de malas aviadas rumo a Luanda, onde passará a gerir a Embaixada de Cabo Verde. Na capital angolana, vai substituir o embaixador Francisco Veiga— com missão dada por finda há cerca de um ano e que está de regresso à cidade da Praia. Veiga tinha substituído o seu colega Domingos Mascarenhas. Este ocupou o lugar do ex-ministro de Negócios Estrangeiros, Silvino Manuel da Luz, que desde 2011 esteve à frente da representação diplomática cabo-verdiana nas terras de Agostinho Neto.

Para alguns diplomatas, esta nomeação de Jorge Figueiredo pode, por um lado, contribuir para o relançar das relações de amizade e cooperação com Angola, onde a nossa embaixada tem estado a funcionar ao ralenti, o seu ritmo dos últimos tempos. Mas a mesma nomeação traz, por outro lado, à ribalta a controversa opção do actual governo de Ulisses Correia e Silva de colocar embaixadores políticos nas representações diplomáticas mais importantes do país. É assim que a cidade da Praia está representada nas três mais importantes embaixadas por três embaixadores políticos: em Washington por Carlos Veiga), em Portugal por Eurico Monteiro) e em Bruxelas por José Filomeno Monteiro. Críticos apontam que tais nomeações foram feitas em detrimento dos diplomatas de carreira, que ficam ’na prateleira’, subaproveitados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, aguardando alguma oportunidade de rotação e ascensão na carreira.

Outras mexidas diplomáticas

Entretanto, pode haver mais mexidas. A RNC, cintando fontes oficiais, avança que as autoridades cabo-verdianas aguardam respostas aos pedidos de “agreement” para poder nomear os novos embaixadores de Cabo Verde em Dakar, Brasília, Paris e Madrid.

Segundo a mesma fonte, alguns nomes estão já a aguardar a nomeação para um dos países referidos. São os casos dos embaixadores Felino Carvalho, Ney Cardoso, Hércules Cruz e Júlio Herbert. Mas não se descarta também o surgimento de mais uma nova vaga de embaixadores políticos - chegou-se a referir os ex-autarcas Francisco Tavares (Santa Catarina) para o Senegal e Manuel Ribeiro (Maio) para São Tomé e Príncipe.

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