DESPORTO

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

E Cabo Verde está apurado para o CAN’2015: O sonho segue em Marraquexe 16 Outubro 2014

Cabo Verde está apurado para o CAN’2015, depois de vencer Moçambique por 1-0. Os Tubarões Azuis passam a somar nove pontos, contra cinco da Zâmbia e Moçambique. Estas duas formações ainda se vão defrontar entre si. Mesmo que os três, Cabo Verde, Zâmbia e Moçambique, terminem com os nove pontos cada, Cabo Verde apura-se. O primeiro critério de desempate são os pontos obtidos entre as três formações e aí Cabo Verde tem seis. Zâmbia e Moçambique podem fazer cinco cada, ou um deles fazer sete e o outro quatro.

E Cabo Verde está apurado para o CAN’2015: O sonho segue em Marraquexe

Depois da derrota no passado sábado em Maputo, os comandados de Rui Águas sabiam que tinham de "desforrar" em casa perante os "irmãos" dos PALOP. Rui Águas trocou e avançados, colocando Djaniny no lugar de Zé Luís. Kuca foi titular, em detrimento de Garry Rodrigues. No meio-campo, entrou Nuno Rocha para o lugar de Sita. Do lado moçambicano, João Chissano não pode contar com Domiguez, lesionado, entrando Reginaldo para o seu lugar.

Os Tubarões Azuis entraram com os dentes afiados, lançando um assalto à baliza de Ricardo Campos, guarda-redes de Moçambique. Mas a equipa voltou a mostrar falta de eficácia, algo que levou ao desespero os 15 mil adeptos que encheram o Estádio Nacional.

Djaniny falhou o primeiro logo nos minutos iniciais, rematando para fora. Depois foi Kuca a aparecer isolado mas a perder no duelo com Ricardo Campos,o homem que ia mantendo Moçambique no jogo. Defesa espectacular do guarda-redes dos "mambas". Muito perto do intervalo, Miro apareceu no sitio certo a tirar o "pão da boca" de Odair, numa altura em que o jogador do Stade Reims preparava-se para desviar o centro de Babanco. E mesmo a terminar o primeiro tempo foi Nuno Rocha a cabecear para defesa segura de Ricardo Campos.

Ao intervalo, o empate penaliza a falta de eficácia dos "tubarões" mas também a forma como Moçambique defendia. Chissano tentou jogar no erro do adversário, dando a bola a Cabo Verde, para depois sair em contra-ataque. Não surtiu efeito.

No segundo tempo, Ricardo Campos, o melhor em campo, voltou a ganhar o duelo com Kuca, num lance em que o avançado do Estoril-Praia de Portugal voltou a aparecer isolado.

Com o passar do tempo, Moçambique ia tendo mais dificuldades para sair para o ataque. No segundo tempo, a turma de João Chissano quase que não atacou. Do outro lado, a selecção crioula ia criando oportunidades mas continua a não acertar com a baliza. A melhor oportunidade surgiu aos 63, com Fernando Varela a passar por dois contrários e a colocar em Djaniny que falhou de forma escandalosa.

Chissano estava apreensivo, pela forma como a sua equipa era sufocada pelo adversário. Rui Águas, seleccionador de Cabo Verde, aproveitou para refrescar a equipa, lançando Zé Luís e Heldon para os lugares de Djaniny e Odair Fortes. Mexidas que viriam a ser cruciais no resultado. Aos 78 minutos, após centro de Kuca, Heldon apareceu ao segundo poste a desviar para golo, antecipando a Miro. Era a loucura no Estádio Nacional de Cabo Verde. Até ao final, a turma crioula ainda reclamou uma grande penalidade por suposta falta de Miro sobre Heldon mas o árbitro mandou seguir.

Nos minutos finais, Moçambique tentou um último esforço para tentar chegar ao empate mas já não tinha "pernas". Restam aos "mambas" vencer a Zâmbia em casa e ir pontuar no Níger para garantir o apuramento ao CAN2015.

Cabo Verde apura-se assim pela segunda vez consecutiva, para a fase final da Taça das Nações Africanas.

Heldon voltou a ser decisivo, ele que tinha marcado o golo em Yaoundé que valeu a qualificação ao CAN2013 e fez também o golo frente a Angola que colocou Cabo Verde nos quartos-de-final da prova realizada na África do Sul.

in Sapo Desporto

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau