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EUA: ‘Rapaz exemplar’ comete duplo homicídio e antropafagia – e acusa o seu alter-ego “Daniel” 03 Novembro 2017

O casal John Stevens, de 59 anos, e Michelle Mishcon-Stevens, de 53 foram mortos em casa na Flórida, por um improvável assassino, Austin Harrouff, de 19 anos. Até esse fatídico 15 de agosto do ano passado, Austin era um ‘rapaz exemplar’, ‘amigo’, ‘solidário’, ‘muito delicado’, segundo quem o conhecia.

EUA: ‘Rapaz exemplar’ comete duplo homicídio e antropafagia – e acusa o seu alter-ego “Daniel”

Na noite de 15 de agosto de 2016, de repente tudo mudou. O estudante na universidade da Florida estava com a família a jantar num restaurante quando de súbito foi tomado por uma raiva extrema – não se sabe porquê, talvez a lentidão do serviço, ou algum tema menos agradável na conversa – e levantou-se da mesa, saindo porta fora. A família só o veria no dia seguinte, na cadeia.

O que fez Austin nesse meio tempo acabou de entrar nos anais da criminologia americana, fértil em casos horríveis. O rapaz andou uns quilómetros, na direção da casa de família (ele vivia no campus universitário) embora não seja certo se ele se dirigia para lá. Mas a meio percurso avistou um casal sentado em frente à garagem de casa — ele não os conhecia, mas John e Michelle (foto) eram muito populares na vizinhança e davam muitas festas na sua garagem.

Caminhou até junto deles e, com uma força extraordinária, atacou-os, até à morte. Terá começado por os esfaquear com o canivete que trazia, depois esmagou a cabeça do homem contra o asfalto batendo-lhe sucessivas vezes. Entre as armas do crime ocasionais constam tacos de madeira que encontrou na garagem.

Um vizinho que ouviu os gritos acorreu. Foi atacado com um taco e, ferido, teve de voltar para casa, de onde telefonou à polícia.

A polícia chegou e encontrou o rapaz ainda debruçado sobre o homem morto. O homicida estava a morder a face de John Stevens morto, donde havia já retirado pedaços de pele carnuda.

Os agentes descreveram a dificuldade em retirar o adolescente de sobre o corpo do morto, que ele continuava a morder. Tiveram de usar o taser e fazer avançar o cão-polícia. As fotografias, publicadas meses depois, mostram o rapaz com a boca ensanguentada donde se veem pedaços de carne, após ter sido enfim dominado por três agentes da polícia e um cão.

Os agentes testemunharam que após o terem dominado, Austin disse-lhes: “Ajudem-me! Comi uma coisa má”. Quando os polícias lhe perguntaram o quê, a resposta foi: “Carne humana”.

Entrevistas com “Dr.Phil”

Numa entrevista com o célebre psicólogo Phil McGraw, proibida por ordem judicial de ser divulgada, o suspeito Harrouff defendeu que "o diabo lhe dava ordens" e descreveu-o como “uma figura negra” chamada Daniel, que o comandava: “Faz-me fazer coisas e eu não quero”.

A sua saída intempestiva do restaurante nessa fatídica noite de 15 de agosto justificou-a assim: “Uma voz disse-me para sair e saí. Disse-me para correr e corri”.

"Fiquei tão assustado que fiquei fora de mim", relatou Harrouff, na entrevista por computador, estando ainda hospitalizado, dois meses após o crime. Teve alta pouco depois para ser levado para a prisão. A pena de morte é uma possibilidade, mas que deverá vir a ser afastada dada a alegação de distúrbios mentais.

O pai, um médico estomatologista, também entrevistado no célebre programa “Dr Phil”, descreveu o filho ‘exemplar’, ‘amigo’, ‘solidário’, ‘muito delicado’. Referiu que não notou nada de estranho no filho. Sobre o episódio no restaurante, acabou por contar que teve de chamar a polícia pois não tinha ideia do caminho que o filho podia ter seguido ao deixar o restaurante.

Um amigo da universidade, porém, contou que ultimamente o rapaz estava muito estranho. Tanto que esse ‘melhor amigo’ resumiu: “Acabei por me afastar, porque ele estava a falar, a agir de modo estranho, sobre religião”.

Um colega do liceu, “andámos juntos do 9º ao 12º”, relatou a transformação do rapaz “tímido, calado, quando começou o 9º ano” até se transformar num “tipo popular quando se tornou jogador de futebol” (americano).

Exame toxicológico descartou uso de drogas

Explicações diversas para o estranho comportamento foram surgindo ao longo dos últimos 15 meses, desde o uso de psicotrópicos, fossem legais ou ilegais.

Sucessivos exames, incluindo toxicológicos, deram como certo que o adolescente não usou drogas, até se afirma: “Nunca usou sequer canábis”.

Fontes: “Dr Phil”, Washington Post, CNN. Foto Google: John Stevens e Michelle Mishcon-Stevens (filha de ex-Edil de North Miami Beach, Florida, Jeff Mishcon), vítimas do ’cannibal kid’.

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