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Trump nega ter usado expressão "países de merda" 12 Janeiro 2018

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que não usou a expressão "países de merda" para se referir a nações africanas ou ao Haiti, mas admitiu ter usado uma "linguagem dura" ao debater as leis migratórias.

Trump nega ter usado expressão

"A linguagem que usei na reunião [com legisladores norte-americanos, na quinta-feira] foi dura, mas não usei essas palavras", escreveu hoje Trump no Twitter.

O Presidente norte-americano referia-se à reunião com senadores norte-americanos a propósito de um novo diploma sobre política migratória nos Estados Unidos.

Os comentários de Trump motivaram protestos de vários quadrantes da comunidade internacional.

De acordo com fontes conhecedoras do teor da reunião de quinta-feira, citadas pela imprensa dos EUA, Trump qualificou El Salvador, Haiti e várias nações africanas, que não identificou, de "países de merda", sinalizando que preferia abrir as portas a imigrantes procedentes de países como a Noruega.

"Por que razão temos todas estas pessoas de países de merda a virem para aqui?", terá afirmado Donald Trump, durante uma reunião com deputados na Casa Branca, segundo meios de comunicação social norte-americanos, como o jornal The Washington Post.

O Presidente dos Estados Unidos terá recorrido ao calão, com a expressão "shithole countries", depois de dois senadores lhe terem apresentado um projeto de lei migratório ao abrigo do qual seriam concedidos vistos a alguns cidadãos de países que foram recentemente retirados do Estatuto de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês), como El Salvador, Haiti, Nicarágua e Sudão.

O TPS é um benefício concedido pelos Estados Unidos a imigrantes indocumentados, que não podem regressar aos países devido a conflitos civis, desastres naturais ou outras circunstâncias extraordinárias, permitindo-lhes trabalhar no país com uma autorização temporária.

Donald Trump sugeriu, na réplica, que os Estados Unidos deviam atrair mais imigrantes de países como a Noruega, com cuja primeira-ministra se reuniu na véspera.

Os deputados presentes na reunião ficaram chocados com os comentários, de acordo com o jornal, que não esclareceu se o Presidente norte-americano se referia também à Nicarágua e não identificou os países africanos em causa.

O jornal Los Angeles Times também corroborou a informação, acrescentando que, antes de proferir o insulto, Trump exclamou: "Para que é que queremos haitianos aqui? Para que é que queremos todas estas pessoas de África aqui?"

Raj Shah, um porta-voz da Casa Branca, não negou que Donald Trump tenha feito as referidas declarações quando questionado sobre o assunto.

"Certos políticos de Washington escolhem lutar por países estrangeiros, mas o Presidente Trump sempre lutará pelo povo norte-americano", afirmou Raj Shah, num comunicado reproduzido por diversos meios de comunicação social.

"O Presidente Trump luta para conseguir soluções permanentes que tornam o nosso país mais forte, ao dar as boas-vindas àqueles que possam contribuir para a nossa sociedade, fazer crescer a nossa economia e integrar-se na nossa grande nação", afirmou o porta-voz da Casa Branca. Fontes: NM c/ agência Reuters

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