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EUA anunciam saída da Unesco — posições “anti-Israel” pesaram 13 Outubro 2017

O departamento de Estado norte-americano anunciou, na manhã desta quinta-feira 12, que os Estados Unidos da América se retiram da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A diretora-geral desta organização da ONU sediada em Paris já reagiu considerando que se trata de uma "grande perda", lamenta Irina Bokova.

EUA anunciam saída da Unesco — posições “anti-Israel” pesaram

A principal razão avançada pelo departamento de Estado para a saída deste país fundador da Unesco é a mesma que em 2011 levou o país a deixar de pagar as quotas de membro: a integração da Palestina como estado-membro.

O posicionamento pró-Autoridade Palestina foi sucessivamente denunciado pela Casa Branca desde então como anti-Estado de Israel. A primeira consequência foi que os Estados Unidos desde 2011 cessaram de pagar as quotas de estado-membro.

Seis anos depois, o secretário de Estado Rex Tillerson oficializou a saída em carta dirigida à diretora-geral da Unesco. Concretizou o que já anunciara em julho, após a Unesco ter, com oposição dos Estados Unidos e Israel, classificado a cidade palestina de Hebron como ’Património da Humanidade’. Pela voz da embaixadora Nikki Haley, a Administração Trump avisou que estava iminente uma posição definitiva dos Estados Unidos sobre a pertença à Unesco “ entidade da ONU que caiu em descrédito e cuja existência se tornou altamente discutível”.

Irina Bokova em conferência de imprensa, ao princípio da tarde em Paris – menos três horas em Cabo Verde —, expressou que lamenta “profundamente a decisão dos Estados Unidos”.

"Neste momento em que a paz mundial está ameaçada por diversos confrontos", alertou, ainda, Bokova, a Unesco precisa dos Estados Unidos tanto quanto este país precisa da organização cultural. É que os desafios do terrorismo e da guerra “pedem novas respostas de longo prazo para a paz e a segurança no mundo", como decorre da missão da Unesco, "na sua luta contra o racismo e o antissemitismo, e através do combate à ignorância e discriminação”.

A nota oficial de Tillerson especifica que a decisão terá efeitos a partir de 31 de dezembro de 2018, data a partir da qual os Estados Unidos passam a deter tão-só o estatuto de Observador desta organização cultural da ONU .

Fontes: Unesco.org, Washington Post, Sputnik.ru. Foto: Cidade Velha erigida em ’Património Mundial da Unesco’.

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