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EUA em defesa isolada de Israel no Conselho de Segurança da ONU 16 Maio 2018

Os Estados Unidos foram o único país a defender a resposta de Israel aos protestos na Faixa de Gaza, durante a reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU desta terça-feira, na qual a maioria dos países questionou a atuação das forças hebraicas, que resultou em dezenas de mortos na véspera.

EUA em defesa isolada de Israel no Conselho de Segurança da ONU

Conforme a agência EFE referida pelo Euronews, vários países-membros, tal como a própria ONU, pediram uma investigação independente e que Israel limite o uso da força.

A embaixadora britânica Karen Pierce disse que "há uma necessidade urgente de estabelecer os factos, incluindo por que razão um volume de tiros tão elevado continua a ser considerado justificável. O direito palestiniano aos protestos pacíficos é incontestável mas, ao mesmo tempo, há a preocupação de que esses protestos em Gaza estejam a ser aproveitados por elementos extremistas".

Os Estados Unidos, grandes aliados de Israel, culparam o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, pela violência, aproveitando para apontar também o dedo ao Irão.

A embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, afirmou que "nos últimos dias, terroristas do Hamas apoiados pelo Irão, atiçaram ataques contra as forças de segurança e infraestruturas israelitas. O ponto comum em tudo isto é a conduta destabilizadora do regime iraniano, que insiste em promover a violência no Médio Oriente, ao mesmo tempo que priva o seu próprio povo de Direitos Humanos básicos".

Segundo fontes diplomáticas referidas pelo Euronews, os Estados Unidos bloquearam a adoção de uma declaração na qual se pedia formalmente uma investigação imparcial.

O embaixador francês François Delattre defendeu que "cabe ao Conselho de Segurança falar com uma voz bastante forte, no sentido de parar a atual escalada da violência. O silêncio do Conselho desde o início da crise está a tornar-se cada vez menos compreensível e, desde [esta segunda-feira], criou um perigoso vazio", conclui a agência noticiosa EFE.

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