DIÁSPORA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Eclipse só da América: só rebulício? 22 Agosto 2017

A Lua interpõe-se entre a Terra e o Sol. A luz que nos alumia o dia todo excecionalmente desaparece num céu sem nuvens. Foi em Cabo Verde, o eclipse de 1973 que fez do dia noite. É hoje agora revivido por esta Diáspora. A experiência do 1º eclipse solar norte-americano que compartilha com 300 milhões.

Eclipse só da América: só rebulício?

A Lua interpõe-se entre a Terra e o Sol. A luz que nos alumia o dia todo de repente desaparece num céu sem nuvens.

- Já el komesá!
- Começou!
- It’s starting!

- Foi assim o nosso primeiro encontro com o Grande Eclipse Solar (dos 49 estados USA) em três línguas!

Estas vozes da Diáspora que nos trazem a sua experiência do 1º eclipse solar norte-americano. É único também porque vai ser visível numa trajetória que atravessa todo o país-continente. Até à costa leste da nossa maior comunidade americana. Mas a partida teve início na costa oeste, exatamente em Oregon, que rima com o nome do avô emigrante, que trouxe a cidade nas suas ’Stória, stória’ recriadas para Helena, Isabel e Teresa nascidas nos anos de 1930 e recordadas em 2017.

Contam-me que às cinco e pouco de Cabo Verde, após o almoço, desta vez, ficam à janela a observar o fenómeno único que é este eclipse só da América e que 99,99% dos atuais não verão (aqui) nunca mais. É o primeiro em 100 anos e deve demorar outro tanto para voltar a ocorrer.

Com uma estatística limitada ao universo dos meus conhecidos disponíveis, diria que o eclipse mobilizou mais quem esteve mais a sul e não a norte na costa atlântica.

Quantas mitologias criadas sobre este encontro em que a Lua interceta a luz solar!

Em todas as culturas e em todas as épocas, o fenómeno foi explicado de acordo com as preocupações ou conveniências do momento. Ora como a luta entre a Lua e o Sol, até um vencer. Ora como um aviso feito ao rei e que o sábio interpretou ou o profeta ou oráculo predisse.

Hoje toda a tecnologia de ponta foi acionada para recolher dados, naqueles menos de três minutos. Com eles, os cientistas encontrarão respostas a perguntas que se espera influenciarão a ciência nos próximos anos.

LS

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