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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Edições Uni-CV lançam "Cartas de Um Sempalhudo" de João Lopes Filho 28 Julho 2017

As Edições Uni-CV irão dar à estampa mais um título, desta feita, o livro “Cartas de um Sempalhudo”, da autoria de João Lopes Filho, docente e investigador da Universidade de Cabo Verde. O acto, que acontece esta quinta-feira, 27, no auditório da reitoria, no Plateau, conta com vários professores, estudantes universitários e investigadores nacionais e estrangeiros.

Edições Uni-CV lançam

Edições Uni-CV lançam "Cartas de Um Sempalhudo" de João Lopes Filho

Segundo um comunicado a que este jornal digital teve acesso, foi publicado em 1841 a Descripção Geographico Historica da Província das ilhas de Cabo-Verde e Guiné, de José Conrado Chelmicki e Francisco Adolfo Varnhagen, tendo provocado a reacção de um cabo-verdiano através de um conjunto de cartas divulgadas no Boletim Official do Governo da Província de Cabo Verde entre 1844 e 1845.

“Assim, esta obra tenta fazer uma sucinta abordagem comparativa entre o conteúdo daquelas cartas e passagens do citado livro, complementando-a com fontes primárias, visto se estar perante o cruzamento de dois olhares: um exógeno (Chelmicki - estrangeiro) e outro endógeno (Sempalhudo - residente), que conjugados, fornecem uma panorâmica bastante pormenorizada da sociedade cabo-verdiana nos meados do século XIX, que se mostra de muito interesse visto serem raríssimas informações idênticas no contexto de Cabo Verde”, ressalta a nossa fonte.

Convém referir que, com o aparecimento desse Boletim Official, publicação iniciada na Boa Vista em 24 de Agosto de 1842, além de incluir a documentação oficial, o mesmo possuía um espaço denominado “Parte não Official”, no qual se encontram informações várias, crónicas, textos de ficção e de poesia, para além de artigos de opinião, na medida em que escasseavam no arquipélago publicações onde os autores pudessem difundir as suas criações.

Foi justamente naquele local que foram inseridas as supramencionadas “cartas” sob o pseudónimo Sempalhudo (escriba que não chega a revelar o seu verdadeiro nome), através das quais elabora comentários seguindo praticamente a estrutura da corografia e tece considerações, de certa forma pertinentes, ao fornecer esclarecimentos acerca do arquipélago na altura, contributos importantes para a construção da História local.

Celso Lobo

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