ECONOMIA

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Edil Júlio Lopes defende que hub aéreo no Sal é um desafio e oportunidades para Cabo Verde, mas presidente da Câmara de Sotavento discorda do encerramento de operações da TACV noutros aeroportos e rotas 04 Dezembro 2017

O presidente da Câmara Municipal do Sal,Júlio Lopes, considerou que o hub aéreo, um negócio que se vai fazer a partir do aeroporto da ilha do Sal, é um desafio e oportunidades para todo Cabo Verde, para que se possa tirar vantagem desse tráfego. O Presidente da Câmara de Comércio de Sotavento, Jorge Spencer Lima “Scapa”, aplaudiu a ideia, mas disse discordar-se do encerramento de operações da TACV noutros aeroportos e o abandono de algumas linhas “importantes” para os cabo-verdianos, com destaque para a que liga Lisboa à cidade da Praia.

Edil Júlio Lopes defende que  hub aéreo no Sal é um desafio e oportunidades para  Cabo Verde, mas presidente da Câmara de Sotavento discorda do encerramento de operações da TACV noutros aeroportos e rotas

Júlio Lopes, que falava sábado, à margem da conferência sobre “Gestão Integrada e Conectividade no “Sistema Hub”, que decorreu num dos hotéis da cidade Santa Maria, na ilha do Sal, explicou, segundo a Inforppress, que com o incremento do número de visitantes e de passageiros, há todo um conjunto de oportunidades que emergem e em consequência também um conjunto de desafios para os poderes públicos, a nível dos governos central e local, assim como para o privado.

“Portanto, é necessário mais investimentos na área de hotelaria e noutras áreas de negócio, requalificação urbana, habitação, saúde, segurança, enfim… até transportes marítimos, para fazer face às oportunidades, para que os benefícios possam ocorrer em todas as ilhas de Cabo Verde”, renovou.

Conforme a mesma fonte, os operadores económicos manifestaram-se igualmente satisfeitos com a construção do hub, que tem como base a ilha do Sal.

Reação da CCS e operadores

Entretanto, Jorge Spencer Lima “Scapa”, presidente da Câmara de Comércio de Sotavento, aplaudindo a ideia, disse, entretanto, discordar-se do encerramento de operações da TACV noutros aeroportos e o abandono de algumas linhas “importantes” para os cabo-verdianos.

“Do meu ponto de vista, isto está errado. Por exemplo, só na linha de Lisboa estamos a perder o mercado de quase 20 milhões de euros que a TACV tinha e vamos entregar à TAP. Está errado”, apontou, denotando que a política do hub está certa, correcta, mas não deve excluir as outras vertentes que a TACV tinha e que “devia continuar a ter”, onde a empresa facturava, disse, valores significativos, anuais.

Já Victor Fidalgo, representante do maior Resort Group da ilha do Sal, manifestando satisfação pela iniciativa, que “irá promover” um novo tipo de turismo, disse que Cabo Verde não pode parar.

“Temos que ter uma visão que nos leve a lançar novos objectivos, e o hub aqui no Sal é uma inovação, um desafio. Não estamos a inventar nada que não exista noutras paragens. E, agindo bem e com cautela, vamos restituir a Cabo Verde uma função que sempre teve na sua história, que é servir de encruzilhada das grandes rotas internacionais”, denotou

Acrescenta a agência cobo-verdiana de noticias que, perante algumas preocupações, o ministro da Economia, José Gonçalves, que também fez o encerramento do evento, assegurou que o Governo não vai descorar o mercado interno e da diáspora, estando à procura de soluções, afirmando que o novo modelo de negócio aéreo vai permitir a entrada de outras companhias que servirão os cabo-verdianos.

“Implementar Hub Sal” e Implementar Stopover em Cabo Verde” foram os dois painéis em debate neste dia de trabalho. Durante o colóquio, a Icelandair mostrou a sua experiência no domínio de hub aéreo, enquanto os principais “stakeholders” manifestaram também sua opinião quanto aos desafios que a implementação do sistema trará nos vários domínios, refere a mesma fonte citada pela Inforpress.

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