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Electra Praia: Trabalhadores manifestam-se, esta segunda-feira, para exigir aumento salarial 11 Setembro 2017

Os cerca de 300 trabalhadores da Empresa Nacional Electricidade e Água (Electra) da Praia vão sair à rua, a partir das 16H30 desta segunda-feira,11. Os protestos pelas ruas da Capital devem culminar com uma concentração frente às instalações da empresa, que ficam em Chã da Areia. Em causa estão uma série de reivindicações, com destaque para o aumento salarial para o colectivo, cuja perda do poder de compra atinge os 7 por cento.

Electra Praia: Trabalhadores manifestam-se, esta segunda-feira, para exigir aumento salarial

A jornada laboral em causa é liderada pelo SISCAP-Sindicato da Índústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pescas, que está também a contar com a solidariedade dos sindicatos do ramo nas ilhas do Sal (Sicotur) e de S.Vicente (SICS) filiados na UNTC-CS.

O Secretário Permanente Joaquim Tavares assegura que «há um grande engajamento» dos trabalhadores à volta dessa manifestação convocada para segunda-feira. «Se as revindicações não forem satisfeitas, vamos depois avançar com uma greve para um período indeterminado», prognostica o sindicalista.

O responsável do SISCAP explica que em causa está sobretudo o aumento salarial para os trabalhadores da Electra, que está congelado desde 2011. Um facto que, segundo ele, já provocou uma perda no poder de compra do colectivo na ordem dos sete por cento.

Joaquim Tavares acrescenta que há também o incumprimento de vários pontos do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) por parte da Electra. Cita os casos do não pagamento do subsídio de férias a determinados trabalhares, a não conversão do contrato a prazo - de duração superior a três anos - a contrato por tempo indeterminado. Isto sem contar com o reenquadramento de trabalhadores na categoria socioprofissional imediatamente superior quando adquirirem novas habitações nos termos do Acordo Colectivo de Trabalho.

Segundo a mesma fonte, uma outra reivindicação pendente tem a ver com a não atribuição pela empresa do subsídio de férias a determinados trabalhadores. É que, conforme contesta, a Electra tem uma posição deferente, por defender essa regalia só para os que entraram na empresa a partir de Janeiro de 2013 – período em que se criou a Electra Sul e a Electra Norte.

O Secretário Permanente do SISCAP faz questão de realçar que a empresa não tem razão para não cumprir as reivindicações em causa, já que, desde 2014 tem apresentado resultados líquidos positivos. Lembra que o actual Conselho da Administração tinha admitido que, no segundo trimestre deste ano, estaria a analisar a proposta relativa ao aumento salarial. «Mas o CA, na sua reunião de 28 de Agosto último, deliberou não atribuir aumento salarial para o colectivo, justificando que o incremento salarial vai ser conseguido via à progressão na carreira».

Joaquim Tavares avisa que os trabalhadores descordem dessa decisão, por entenderem que, com esse modelo, os que se encontram no topo da carreira não beneficiam de qualquer aumento salarial. «Por isso, os trabalhadores vão sair à rua nesta segunda-feira, em protesto à esta decisão. Se o CA da Electra não atender as nossas reivindicações, com destaque para o aumento salarial, os trabalhadores recorrerão depois a outras formas de luta, designadamente a greve por tempo indeterminado, para fazer valer os seus legítimos direitos», vai avisando o Secretário Permanente do SISCAP.

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